Abinee quer investimento em qualidade e não aumento de arrecadação com leilão de 700 MHz


Os pesos-pesados  que fabricam produtos de telecomunicações – entre elas Nokia, Motorola, Qualcomm e Alcatel-Lucent – defendem um diferente modelo para o leilão de 700 MHz, cuja consulta pública foi lançada na semana passada pela Anatel. Para os diretores destas empresas, reunidos na Abinee, a Anatel deveria focar mais na qualidade do serviço do que na arrecadação. “Ficamos surpresos e preocupados com a pressão da área econômica para transformar este edital em um instrumento de arrecadação”, afirmou Eduardo Lima, diretor de relações governamentais da Nokia. “Se o Brasil já tem uma cobertura boa de celular, o edital poderia estabelecer metas de qualidade”, defendeu Francisco Soares, da Qualcomm. “Apoiamos o leilão de 700 MHz, mas queremos que ele traga investimento para a infraestrutura e melhoria da qualidade do celular”, completou Luciano Cardin, da Motorola e coordenador do grupo de Telecomunicações da Abinee.

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Os fabricantes defendem também que toda a frequência reservada pela Anatel  ocupada pela tecnologia 4G. “Queremos que seja mantido todo o espectro de 45+45 MHz para a banda larga móvel”, completou a Abinee. Embora a Anatel esteja licitando apenas 40+40 MHz (os outros 5 MHz estão destinados para a segurança pública), a indústria está preocupada com a pressão dos radiodifusores, que querem aumentar a banda de guarda entre o celular e a radiodifusão, diminuindo a faixa destinada para a LTE.

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