Abinee prevê ano mais difícil para a indústria e elogia isenção PIS/Cofins para smartphone


O presidente da Abinee, Humberto Barbato, afirmou hoje que o pacote de medidas anunciado ontem pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy (que prevê forte aumento de impostos) traz “ um grande desafio para o setor manufatureiro, com provável redução do nível de atividade, ao menos no curto prazo”.

Barbato ressalta que a elevação da alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no crédito para pessoa física, que passou de 1,5% para 3%, pode enfraquecer ainda mais a demanda que já vem desacelerando desde o ano passado.

Por sua vez, o aumento da Cide e PIS/Cofins sobre combustíveis trará um considerável encarecimento do transporte, reduzindo a capacidade de competir da indústria nacional. “Entendemos que a Cide precisaria subir em algum momento, mas a competitividade vai ficar bastante prejudicada, até porque já temos encarecimento da tarifa de energia elétrica”, diz.

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O presidente da Abinee vê com reservas o aumento de PIS/Cofins para importações, de 9,25% para 11,75%. “Nosso setor tem dependência grande de componentes importados. Se o aumento se estender para partes e peças, nosso produto ficará mais caro”, salienta. Ele acrescenta que a elevação pode ser considerada protecionista, gerando, inclusive, discussões no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Smartphone

O executivo elogiou, por sua vez, a manutenção da Lei do Bem para os smartphones, tablets e PCs, que continuarão sem a incidência do PIS/Cofins até 2018. Para a Abinee, a formalização da prorrogação é de extrema importância para dar previsibilidade e segurança para as empresas em suas decisões de investimentos. A Lei do Bem tem sido uma das principais ferramentas para a promoção da inclusão digital no país.

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