ABDI fará testes para dizer à Anatel se indústria precisa de mais espectro próprio


O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Igor Calvet, afirmou hoje, 29, que a prepara testes de campo com redes privadas. Os testes vão ajudar a entidade a responder a questionamento da Anatel, que está mapeando a necessidade por espectro no país.  Ele participou nesta manhã do Painel Telebrasil.

Calvet disse que a intenção é responder no começo de 2021 à Anatel quanto de espectro a indústria quer para aplicações de SLP (serviço limitado privado). Os testes vão, inclusive, avaliar se o uso de serviços das operadoras é suficiente para atender às necessidades do setor, ou se é preciso garantir mais frequências para uso dedicado.

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Os testes vão compreender três situações: cobertura no campo, com baixas frequências, cobertura urbana, e cobertura indoor, “possivelmente em altas frequências”, disse Calvet.

O executivo afirma que a negociação com a Anatel tem como foco o uso eficiente e racional do espectro no Brasil. “Fechamos acordo entre Anatel e ABDI para realizarmos testes e apresentarmos para a Anatel os padrões que a indústria precisa”, complementou. Segundo ele, os resultados serão usado pela Anatel para decidir a destinação de espectro no ano que vem.

Calvet lembrou que a 5G deve mudar completamente o cenário produtivo do país, trazendo mais eficiência graças à automação. E sugeriu que o Brasil deve desonerar a Internet das Coisas e estimular a fabricação local de equipamentos para redes do tipo. Um texto prevendo a isenção de IoT tramita no Congresso. Já foi aprovado na Câmara e aguarda votação na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado.

Operadoras resolvem

Para o CEO da TIM, Pietro Labriola, que participou da mesa com Calvet, as operadoras serão capazes de atender às necessidades da indústria. “Com 5G é possível reservar espectro da frequência da operadora, é possível estabelecer por slicing parte da frequência dedicada a um só cliente”, disse.

O slicing (ou fatiamento) de espectro permite a segregação de frequências de uma rede móvel para trânsito exclusivo de um determinado tipo de dado. O modelo tenta aplacar a desconfiança de indústrias com o compartilhamento de rede e o temor de que seus dados vazem.

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