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Congresso nacional

“A regulação deve existir”, diz diretor de parcerias do YouTube

Na Câmara, representante do Google nega omissão da empresa na propagação de fake news por meio de suas plataformas.
"A regulação deve existir", diz diretor de parcerias do YouTube|  Foto: Reprodução/TV Câmara
Eduardo Brandini, diretor de Parcerias do YouTube Brasil fala sobre regulação em audiência pública na Câmara dos Deputados | Foto: Reprodução/TV Câmara

O diretor de Parcerias do YouTube, Eduardo Brandini, defendeu a regulação de plataformas nesta quinta-feira, 24, na Câmara dos Deputados, mas destacando que os parlamentares devem ter “muito cuidado”.

“A regulação deve existir, somos a favor, mas que a internet continue sendo aberta e possibilitando que o usuário continue utilizando do jeito que ele utiliza, de uma maneira segura”, disse Brandini.

O representante da big tech Google falou sobre o tema durante seminário que comemora os 25 anos da TV Câmara. Na ocasião, negou que há omissão da empresa na propagação de fake news por meio do YouTube (saiba mais abaixo).

Quanto à cautela que o Parlamento deve ter ao formular uma lei para as plataformas digitais, Brandini citou números de levantamento realizado pela Oxford Economics, referente a 2022.

“O YouTube hoje gera mais de R$ 4,5 bilhões diretos para o PIB, gerando 140 mil empregos diretos ou indiretos, por causa desse ecossistema de criadores. Ou seja, se criou uma nova indústria que antes não existia. Então, essa indústria também precisa fazer parte desse debate”, defendeu o diretor de parcerias da plataforma.

Desinformação

Ao ser questionado sobre como o YouTube contribui para que as buscas privilegiem informação produzida pelo jornalismo profissional, Brandini afirma que a plataforma destaca emissoras nos primeiros conteúdos das buscas por notícias.

Apesar da ofensiva ilegal promovida pelo Google contra o PL 2630/2020, conhecido como PL das Fake News, Brandini afirmou que “o posicionamento do Google e do YouTube é colaborar para esse debate”, mas que são “a favor de uma regulamentação que não retire do usuário alguns privilégios e capacidades que eles tem”.

“A gente entende muitos dos artigos e muitos dos pontos que estão lá, que tem a sua boa fé, mas talvez a própria interpretação, do jeito que estão hoje, pode prejudicar o usuário”, opinou o diretor.

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