A Oi mantém mais de três mil postos de atendimento vazios, sem um único cliente em 2017


A modernização da regulação setorial é imprescindível para que os recursos das empresas sejam canalizados para os serviços que melhor atendam às atuais demandas da sociedade brasileira, defendeu hoje, 11, Adriana Costa, diretora da Assuntos Regulatórios da Oi, durante o 55 Encontro Tele.Síntese. Para demonstrar a urgência nessa mudança ela apresentou algumas das realidades vivenciadas pela operadora ainda nos dias atuais que não deveriam mais existir. “Os recursos são finitos e eles concorrem com regulações ultrapassadas”, afirmou ela.

Adriana assinala, por exemplo, que, por determinação da Anatel, a Oi é obrigada a manter abertos 3.934 postos de atendimento pessoal em todo o país. Desse total, em 2017, disse ela, apenas 11%  deles fizeram algum tipo de atendimento a  clientes. “E desses que atenderam,  a média foi de quatro atendimentos em todo o ano de 2017”, afirmou a executiva. Segundo ela, a Oi tem 60% de seus telefones fixos em localidades com menos de 500 acessos.  “Esse dinheiro para manter esses postos de atendimento certamente poderia ser melhor empregado”, reforçou.

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Para a operadora, as propostas em discussão sobre o Regulamento de Qualidade do Serviço (Rqual) demonstram avanços importantes, pois poderão estimular a autorregulação, mas ainda há alguns itens que preocupam a Oi. “A proposta de ressarcimento está parecendo  indenização, que nunca foi tratada antes. Precisamos entender os efeitos dessa regulação, pois uma vez regulamentada, qualquer alteração terá mais dificuldades”, disse.

 

 

 

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