5G poderá gerar até US$ 13,2 trilhões em vendas

Entre os casos identificados em relatório da 5G Americas está o acesso fixo sem fio, que permite oferta da banda larga residencial e comercial sem a necessidade de manter uma infraestrutura fixa de fibra ótica que exige altos investimentos

Levantamento realizado pela IHS Markit projeta que a tecnologia 5G poderá gerar até US$ 13.2 trilhões em vendas e 22,3 milhões de empregos até 2035. Essa pesquisa é parte do relatório Inovação em Serviços 5G divulgado pela 5G Americas onde também é citado que a quinta geração deve usar a grande variedade de bandas de espectro alto, médio e baixo e suportar espectro licenciado, compartilhado e não licenciado para entregar novos serviços.

“A implementação comercial da tecnologia 5G ainda está em sua fase inicial. Mesmo assim, já estamos vendo muito trabalho em alguns casos de uso iniciais, como o acesso fixo sem fio e banda larga móvel avançada, que já estão em operação”. observou Chris Pearson, Presidente da 5G Americas.

O levantamento reforça que com a capacidade de usar frequências tão diversas, a 5G tem a flexibilidade necessária para servir as grandes áreas que os serviços celulares tradicionalmente cobrem, além de oferecer serviços empresariais e cobrir pontos específicos em ambientes internos e externos. Com mais de 1,3 bilhão de assinantes previstos até 2023, de acordo com dados da Ovum, 21 possíveis casos de uso inéditos para a 5G  foram identificados no documento.

Entre os casos de uso está o acesso fixo sem fio (Fixed Wireless Access – FWA), que permite à tecnologia 5G substituir a banda larga residencial e comercial, eliminando a necessidade de manter uma infraestrutura fixa de fibra ótica, que exige altos investimentos, e oferecer soluções de conectividade que apresentam entre 10 e 100 vezes mais capacidade comparadas com as redes 4G. Outra caso está relacionado às redes inteligentes, com dispositivos sem fio podendo usar, por exemplo, as redes de comunicação bidirecional em redes de energia para detectar, monitorar e ajustar o uso e consumo de energia elétrica remotamente.

O relatório diz ainda que como um dos principais requisitos da 5G é a latência ultra baixa e que essa característica, em conjunto com a robótica, deve iniciar uma nova era de medicina remota, robôs industriais e drones – ou Veículos Aéreos Autônomos (Unmanned Aerial Vehicles – UAVs). A 5G ampliará as capacidades dos UAVs e Sistema de Administração de Tráfego, aposta o estudo.

 

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Da Redação

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