5G: o setor de telecom é prioridade do governo federal, diz Faria


5G, CPqD - Crédito: CPqD
5G, CPqD – Crédito: CPqD

“O leilão do 5G vai acabar com os “desertos digitais” e garantir internet em todos os lugares do Brasil. O setor de telecomunicações é uma prioridade do governo federal.” A declaração foi dada pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, nesta sexta-feira (8), ao participar da inauguração do complexo de laboratórios de conectividade no Centro de Pesquisa de Desenvolvimento Tecnológico em Telecomunicações (CPqD), em Campinas. O local será referência em 5G no Brasil.

Faria afirmou que dos mais de R$ 49 bilhões previstos para serem arrecadados com o leilão, a maior parte será investida em infraestrutura. “Cerca de R$ 40 bilhões serão investidos no setor de telecom, que é uma prioridade do governo federal. Os demais 20% serão direcionados à União”. O leilão está marcado para 4 de novembro.

Segundo o ministro, o modelo adotado, que destina recursos diretamente para os investimentos, também garante a melhor aplicação do dinheiro. “Não tem mais aquele risco de o dinheiro entrar para o Executivo e, quando muda o ministro, o retorno para o setor não volta”, explicou.

CPQD e o 5G

Na ocasião, Faria se comprometeu a aumentar os investimentos federais no CPQD. “Hoje o Funttel é um dos maiores parceiros dessa instituição. Foram R$ 800 milhões em 20 anos. Não é muito. Acho que podemos aumentar e tentar melhorar um pouco mais. Se você olhar hoje para o Brasil e o mundo, principalmente para as empresas techs, o que eles investem em pesquisa e desenvolvimento, são valores muito acima do que a gente está investindo”, declarou.

O CPQD, de acordo com o ministro, poderá ajudar o Brasil a desenvolver e até exportar tecnologias relacionadas à implementação do 5G. “O CPQD tem muita coisa para contribuir com o 5G no Brasil, com a internet das coisas. O Brasil tem tudo para ser um exportador de soluções, e com o Open-RAN também”, disse. A tecnologia O-RAN (Open Radio Access Network) é uma alternativa de alguns fabricantes estrangeiros para também participarem do mercado de telecomunicações, mas ainda está em desenvolvimento.

 

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