57% dos executivos de TI tiveram incidentes de segurança com o home office, indica estudo


No Brasil, 57% dos executivos de TI experimentaram incidentes de segurança de TI durante o home office, conforme pesquisa online realizada conduzida pela OTRS Group. O objetivo do estudo era compreender o estado atual de segurança no home office para  o Mês Internacional de Conscientização sobre Segurança Cibernética. Cerca de 500 executivos em posição de liderança na área de TI foram entrevistados nos países Brasil, EUA, México, Cingapura e Alemanha.

Segundo a pesquisa, em território brasileiro, 48% dos entrevistados declaram um aumento de 25% nos incidentes críticos de segurança. Para 12% dos participantes, esse aumento chegou a 50%.

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O motivo mais frequente de preocupações na mudança do ambiente do escritório para o doméstico relatado foi  a mescla da vida pessoal com a profissional dos funcionários  (37%), o que facilitaria a obtenção de informações sensíveis por invasores. Em seguida, como preocupação foram listados o suporte de TI limitado (22%) e falta de segurança nas redes residenciais (19%). Daqueles que disseram não preocupados com a segurança, 65% afirmou que a empresa estaria preparada.

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No total, 55% dos entrevistados relataram que incidentes de segurança na empresa aumentaram em até 25%. Ainda, 80% disseram ter preocupações referentes ao modelo home office. Dentre os motivos mais citados, estão: a insegurança das redes domésticas em relação a dos escritórios (29%) e a mescla da vida profissional e privada (25%). Entre os 20% que afirmaram não haver preocupações com a segurança de TI, a maioria, 48%, justificou alegando a preparação da empresa.

“O estudo mostra que o risco de ser vítima de hackers aumenta assim que os funcionários trabalham em casa”, disse Jens Bothe, especialista em segurança e Diretor Global de consultoria do OTRS Group. “É por isso que gostaríamos de chamar atenção especial para este risco por ocasião do Mês Internacional de Conscientização sobre Cibersegurança. Medidas de precaução, como usar software atualizado, fornecer treinamento de segurança aos funcionários e usar uma rede VPN, podem fazer uma grande diferença”.

A pesquisa aponta que 95% das empresas pesquisadas, ao menos em parte, já estão usando soluções baseadas na nuvem, enquanto 81% não vê diferença entre soluções na nuvem e on-premises em termos de segurança. (Com assessoria de imprensa)

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