51% dos brasileiros preferem reclamar de empresas na web a acionar autoridades


No Brasil, 64% dos usuários de smartphones dizem que opiniões online sobre empresas os influenciam. Já 51% afirma que expor nas redes sociais organizações com comportamentos inadequados tem um impacto maior do que ir às autoridades responsáveis. Ao mesmo tempo, os brasileiros contam que se sentem no controle do compartilhamento de conteúdo quanto navegam, mas cobram medidas para a proteção de informações pessoais online.

As conclusões aparecem no relatório “Compartilhamento de Informações”, lançado hoje, 17, no país pelo Consumerlab, braço de pesquisa comportamental da Ericssson. O estudo mostra que os usuários observam não somente a si mesmos e outros indivíduos, mas também as empresas e autoridades – e eles compartilham o que veem.

“No mundo, mais da metade dos proprietários de smartphones entrevistados acredita que a internet aumentou as denúncias, que expõem o comportamento corrupto ou ilícito de empresas e organizações. Isso é entendido como positivo. No entanto, existem preocupações sobre a privacidade e a internet e 64% dos usuários de smartphones gostariam de ser capazes de impedir que informações negativas sobre si mesmos fossem publicadas online”, conta Júlia Casagrande, especialista do ConsumerLab. 

Ao mesmo tempo em que os usuários querem que a proteção de informações pessoais seja uma prioridade na agenda política, 20% dos usuários mais jovens de smartphones admitem postar regularmente uma foto de alguém que não conhecem. Atualmente, os brasileiros se sentem mais no controle dos conteúdos que compartilham online, mas isso não resulta em mais segurança. De acordo com o material, eles exigem que a discussão seja prioridade na agenda política.

O relatório é baseado em uma pesquisa com mais de cinco mil usuários de smartphones com idades entre 15 e 69 anos e moradores de São Paulo, Cidade do México, Berlim, Chicago, Johanesburgo, Londres, Moscou, Nova York, Sydney e Tóquio. (Com assessoria de imprensa)

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