4k na TV paga não vingou por questão de custo, afirmam operadoras


Para as operadoras de TV por assinatura, o segmento carece de programação em 4K em função dos altos preços de atualização das plataformas para funcionar com a resolução mais alta de imagem.

“O 4k não foi adotado comercialmente porque o custo para mudar as plataformas seria muito alto. Acho que será uma realidade daqui a 5, talvez 10 anos. É diferente do streaming porque aí você já produz o filme em 4k”, Luis Otavio Marchezetti, VP de Engenharia, Banda Larga e Experiência do Cliente na Sky.

Ele participou hoje, 9, de painel no Pay TV Forum, evento organizado pelo site Teletime. Além dele, estavam na mesma mesa Alessandro Maluf, diretor de produtos de vídeo da Claro; Jurandir Pitsch, VP de desenvolvimento de mercados da SES; e Hugo Ramos, CTO para a América Latina da Commscope.

Maluf concordou com o veredito de Marchezetti. “Fizemos alguns eventos ocasionais em 4k, como o Rock in Rio. É um custo alto. Imagina, quando se tem sinais SD e HD, e todo mundo querendo desligar sinal para economizar. Daí chega o 4k”, falou.

“Sair do SD e ir para o HD foi uma migração massiva. Já para o 4k não foi atraente. 4k está muito mais no streaming do que no broadcast. Netflix e Now têm muitos filmes em 4K”, lembrou o diretor da Claro.

“Acho que preferem Full HD e HDR do que 4k porque não sentem tanta diferença. É realmente uma questão comercial. Mas seguimos tentando”, concluiu Pitsch.

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