Zuckerberg defende Internet.org após polêmica sobre neutralidade


Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook, publicou post em sua página na rede social defendendo a prática do zero-rating como medida para promover a inclusão digital mundo afora. A publicação foi originada pela polêmica na Índia, onde o regulador local promete investigar o Internet.org, iniciativa social do Facebook, sobre quebra da neutralidade de rede.

“A neutralidade de rede não é conflita com trabalhar para conectar mais pessoas. A conectividade universal e a neutralidade de rede podem, e devem, coexistir”, defende Zuckerberg. Para ele, faz sentido oferecer um serviço gratuitamente a uma pessoa sem condição alguma de assinar planos de dados. “Se alguém não pode pagar pela conectividade, sempre é melhor ter algum acesso do que nenhum”, ressaltou.

Ele diz que o Internet.org não bloqueia ou estrangula outros serviços, nem cria vias rápidas. “Eliminar programas que colocam mais pessoas online não vai aumentar a inclusão social nem eliminar a exclusão digital. Apenas nos vai privar de termos acesso às ideias e contribuições dos dois terços da humanidade não conectados”, defendeu.

Zuckerberg ainda elencou resultados. Afirmou que o Internet.org já conectou 800 milhões de pessoas em 9 países. Na Índia, “milhões” acessam a internet pela plataforma em apenas seis cidades. E ontem mesmo, o programa foi inaugurado com uma operadora na Indonésia.

Questionado por seguidores, o executivo ainda respondeu que o programa não oferece acesso amplo e irrestrito à internet pois seria algo muito caro, e as operadoras iriam à bancarrota. “Oferecendo serviços básicos, seria viável para elas, ao mesmo tempo que valioso  e gratuito para todos usarem”, observou. Ele também ressaltou que os serviços oferecidos são sempre escolhidos em diálogo com os governos e comunidades locais.

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