A ZTE teria finalmente firmado o acordo definitivo com o governo dos Estados Unidos para retornar ao mercado do país. As condições já eram negociadas há três meses. O Departamento de Comércio queria que a empresa pagasse multa de US$ 1,4 bilhão e mudasse o comando em virtude de tentativas de burlar embargos econômicos ao Irã e Coreia do Norte.

O segundo item da pauta, mudança de comando, já foi realizado. A fabricante agora se comprometeu a depositar numa conta de garantia US$ 400 milhões.

A notícia de que empresa e governo dos EUA se acertaram surge em meio a uma disputa comercial com a China. Ontem, governo Donald Trump avisou que iria elevar taxar em 10% uma série de produtos importados chineses, cujas importações alcançam US$ 200 bilhões, entre alimentos e eletrônicos.

Em contrapartida, a China avisou hoje (11) que pretende retaliar. Ainda não se sabe como, no entanto. Conforme o site Bloomberg, analistas temem que o país asiático restrinja negócios e aquisições por lá, afetando principalmente o setor de tecnologia. Uma possibilidade seria barrar a compra da fabricante de chips NXP pela norte-americana Qualcomm, negócio estimado em US$ 40 bilhões.

Também podem haver medidas que atrapalhem Apple, Nvidia, Broadcom ou Tesla de vender no mercado chinês. A Tesla, por exemplo, acaba de pedir aval do governo da China para instalar uma linha de produção no país. Há quem diga, no entanto, que a retaliação a Trump não seguirá tal caminho. Isso porque essas empresas também usam grande quantidade de mão de obra chinesa para fabricação de componentes ou de seus produtos finais. Se prejudicadas, os trabalhadores locais seriam os primeiros afetados. (Com agências internacionais)