Claro quer usar faixa de 700 MHz em áreas rurais já em 2015


O presidente da Claro no Brasil, Carlos Zenteno, defendeu hoje (28), em coletiva de imprensa em São Paulo sobre reposicionamento da marca, a liberação para uso da faixa de 700 MHz em áreas rurais do país onde não é usada para transmissão de TV. “Não há limitações técnicas para que não sejam usadas. São cidades menores, rurais, que poderiam ter a vantagem de usar uma frequência mais nobre para propagação de sinal”, afirmou. Nas demais áreas, a expectativa é levar o 4G em 700 MHz antes de 2018, limite estabelecido pelo edital do leilão, ocorrido em setembro.

Caso a faixa não seja liberada na velocidade esperada pela empresa, a alternativa será explorar as bandas de 850 MHz e 1,8 GHz, em poder da empresa. As operadoras ainda estudam se vão pagar a mais para o governo para poderem usar essas faixas mais baixas para cumprirem obrigações de cobertura previstas no leilão de 2,5 GHz. Zenteno diz que o plano da empresa para 2015 prevê cobrir as cidades com mais de 100 mil habitantes com o 4G. Atualmente, 93 cidades têm o LTE da Claro.

Investimentos e estrutura
O executivo comentou  os planos de investimento da empresa. Afirmou que o CAPEX para 2015 no país deve ficar dentro do que foi aplicado nos últimos dois anos. Em 2013 e 2014, somados, a Claro investiu R$ 6,3 bilhões. Em 2014, o grupo América Móvil, que engloba também Embratel e NET, investiu cerca de R$ 10 bilhões. “Não estão nestes valores os custos do leilão de 700 MHz”, destacou.

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Ele disse que a Claro ainda estuda qual será a melhor forma de pagar pela faixa adquirida. “O pagamento à vista depende da opção de cada operadora. Existe a opção à vista, e a opção parcelada. Ainda estamos avaliando. Temos que definir antes do fim de novembro, quando vamos assinar esses contratos”.

O executivo explicou, ainda, que não há intenção, ao menos por enquanto, de a Claro lançar ações em bolsa. Sobre o destino dos presidentes com a fusão de Embratel, Claro e NET, ele contou que a América Móvil criou um conselho, integrado por todos e os CFOs, CTOs, CMOs. As empresas continuarão a atuar de forma independente, com Embratel abordando o mercado corporativo e de infraestrutura, Claro em telefonia móvel e TV por satélite, e NET em serviços ao consumidor por rede cabeada.

 

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