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O Youtube anunciou que pretende rivalizar com o Spotify. E será logo. A rede social de vídeos lança já na próxima semana, em 22 de maio, o Youtube Music. A empresa garante que o app terá apelo maior que os concorrentes, pois dará acesso não apenas a músicas oficiais gravadas em estúdio, como a milhares de remixes, covers e shows disponíveis em sua plataforma.

O app será capaz de reproduzir o áudio, mas também poderá exibir vídeos. E terá mecanismos de inteligência artificial para indicação de músicas novas na página inicial do app. Também será capaz de reconhecer buscas pouco detalhadas. Como exemplo, diz no material de divulgação que o usuário poderá buscar por “aquela música hipster que tem assobio”, que a ferramenta se encarrega de encontrar.

A indicação de músicas também será contextual. O app vai reconhece o ambiente em que o usuário se encontra e sugerir músicas que considera condizentes com o momento. Por exemplo, ao identificar que uma pessoa está no aeroporto, a ferramenta vai sugerir músicas relaxantes para acalmar o potencial passageiro. Se estiver entrando na academia, vai recomendar trilhas mais agitadas.

Preços

O aplicativo será lançado em diferentes sabores. Haverá uma verão gratuita, bancada por anunciantes. A versão Youtube Music Premium custará US$ 9,99 (cerca de R$ 37, ao câmbio de hoje, 17).

Quem assina o serviço Google Play Music, passa a ser assinante do Youtube Music Premium também, sem custo adicional. O Google Play, não será descontinuado. Quem comprou músicas ali, continuará a acessá-las. Mas não haverá mais streaming.

Também será possível comprar um combo de Youtube Red e Music, chamado Youtube Premium -, sem o Music no meio do nome, diferença sutil que poderá confundir alguns. Neste caso, os vídeos do Youtube deixam de ter anúncios, há acesso a vídeos exclusivos, e também ao serviço Music. Tudo por US$ 11,99 (R$ 44). Graças ao combo, o Youtube Red deixa de existir como marca, restando apenas o Youtube Premium.

Onde terá

O novo aplicativo será lançado primeiro no Estados Unidos, na Austrália, na Nova Zelândia, no México e na Coreia do Sul. Nas “próximas semanas”, conforme empresa, chega a Áustria, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Noruega, Rússia, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido.

Por enquanto, sem informações para o Brasil, onde sequer o Red, lançado em 2017, ainda foi ativado.

O serviço vai concorrer com o Spotify, que tem 75 milhões de usuários no mundo, e Apple Music, que tem 50 milhões de usuários, conforme declarações recentes do CEO da Apple, TIM Cook. Ambos já disponíveis no Brasil. (Com assessoria de imprensa)