Yes! Nós temos banda larga via satélite


{mosimage}O acesso via satélite é competitivo técnica e economicamente. Hoje, o preço do transponder, por MHz, para a América Latina, está muito atraente. O principal desafio é criar uma política comercial viável.

Por Eduardo Fadanelli*

Finalmente, a tecnologia de banda larga via satélite desembarcou em nosso país. As transmissões atingem dois megabits para o canal de subida, e 40 megabits para o canal de descida. Isso quer dizer que o principal obstáculo para globalizar o acesso à comunicação wireless banda larga via satélite já foi ultrapassado. O próximo passo é o mercado perceber que o acesso via satélite possui competitividade não apenas no aspecto técnico, como também de preço.
Atualmente, o preço do transponder de satélite por MHz, para a América Latina, está muito atraente, quando comparado ao mercado americano e europeu. Nosso principal desafio é criar uma política comercial viável para pequenos e médios usuários e que seja capaz de gerar escalabilidade suficiente para obtenção de resultados atraentes do ponto de vista de análise de investimentos (capex e opex).

Todos concordam que as corporações necessitam de um atraente serviço de telecomunicações com alta capacidade para fornecer interatividade com velocidade e banda para a transmissão de voz, dados e vídeo, no menor tempo possível. O padrão aberto de acesso DVB-RCS (Digital Video Broadcast Return Channel via Satellite) constitui uma das melhores alternativas em banda larga. Entre suas principais vantagens, podemos destacar:

*Sistema aberto: permite a implementação de uma rede multivendor em satélite;
*Canal de retorno em banda larga;
*Qualidade de serviço;
*Aceleração de tráfego TCP;
*Monitoração de tráfego IP para o usuário;
*Gerenciamento da rede;
*Clara vantagem para os usuários e operadoras do serviço, pois ambos canais de transmissão e recepção estão utilizando o mesmo meio, atendendo localidades sem infra-estrutura terrestre.

O conteúdo da especificação DVB-RCS está baseado em requerimentos técnicos e comerciais de conectividade em banda larga, com alta qualidade de serviço para usuários domésticos, pequenos escritórios, empresas de médio porte, operadoras de serviços de telecomunicações, centros de comunicação multimídia, centros educacionais, hospitais, bancos e operadoras de satélite.

A utilização do protocolo IP proporciona grande flexibilidade para trafegar em qualquer tipo de informação de voz, dados e vídeo sobre IP. Uma aplicação que se adapta muito bem ao DVB-RCS é a conexão de redes corporativas do tipo LAN (Ethernet), onde um grupo de usuários está conectado ao terminal de satélite e se comunicando com outras localidades via uma rede VPN.

Um outro fator chave que está levando o DVB-RCS a predominar nas soluções via satélite é o baixo custo dos terminais, quando associado a utilização de banda Ku, com antenas de diâmetros menores (0,96m) e amplificadores de baixa potência. Tudo isso resulta em um conjunto com excelente custo beneficio (capex) e instalação e manutenção (opex).

Hoje, existem várias redes no padrão DVB-RCS em operação no mundo, incluindo o Brasil. O número de terminais está em crescimento ascendente devido ao grande interesse de várias operadoras e os planos concretos de implementação de serviços em banda larga sobre esta tecnologia nos próximos dois anos.

O futuro da tecnologia DVB-RCS é promissor e agora aquela premissa que satélite é caro e banda estreita está definitivamente ultrapassada. Portanto, serviços de banda larga já estão disponíveis, inclusive para lugares onde a fibra ou o  DSL ainda não chegaram.


*Eduardo Fadanelli é diretor geral da Nera do Brasil

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