Xerife inglês recebe mais uma reclamação contra compra da EE pela BT


A CityFibre, companhia britânica de atacado e infraestrutura de telecomunicações de redes ópticas, enviou reclamação ao xerife do Reino Unido na tentativa de definir condições à aquisição da operadora móvel EE pela British Telecom (BT). A operação, de 12,5 bilhões de libras esterlinas, poderia limitar a competição na oferta de backhaul em fibra para atender a telefonia móvel, acredita a empresa.

O maior temor é que haja cisão de um contrato de fornecimento entre a Cityfibre e as operadoras móveis EE e Three em novembro de 2014. “Em um mundo pós EE/BT, as operadoras móveis devem continuar capazes de comprar do fornecedor e provedor com melhor valor, e não ser obrigada a comprar da BT”, diz a CityFibre no texto enviado ao órgão anti-truste inglês. A BT é a maior operadora fixa do país, e controla também a oferta no atacado – o que também é motivo de disputa.

A Cityfibre é concorrente da Openreach, braço BT que domina o mercado atacadista de telecom na grã-bretanha. Para concorrer, a empresa tem iluminado regiões de pouco interesse da concorrente. Até o final do ano, deve ter uma rede óptica própria com cerca de 1 mil km. Tem ainda uma joint-venture com as operadoras Sky e TalkTalk, para provimento domésticos de internet com velocidade de até 1 Gbps, muito mais rápida que as ofertas da BT.

De volta à telefonia móvel

Enquanto o xerife estuda a aquisição, a BT vai retornando à telefonia móvel. A empresa deve lançar nas próximas semanas planos celulares. O negócio não será, porém, uma antecipação da fusão. Mas resultado de um contrato firmado com a EE em 2013 para a criação de uma operadora virtual com a marca da BT.

Notícias na imprensa britânica dão conta de que haverá ofertas agresivas, com acesso gratuito a conteúdos tradicionalmente pagos e custo do acesso 4G um pouco inferior ao praticado pela concorrência local, inclusive pela EE. A MVNO não deverá vender aparelhos, apenas SIM-cards. A especulação é que a BT espera obter o aval para a fusão com a EE, e aí aproveitar as lojas desta operadora para entrar no mercado de aparelhos móveis. (Com agências internacionais)

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