WxBR já negocia com operadoras da América Latina e Europa oferta de solução para LTE em 450 Mhz


O Brasil é pioneiro no desenvolvimento da tecnologia de LTE em 450 Mhz, fruto da decisão política da Anatel de destinar a faixa para a banda larga rural e do estímulo para que a conexão seja na tecnologia de última geração. A opção brasileira, bastante criticada por alguns, pode, no entanto, se tornar um negócio rentável para outros, caso da empresa WxBr, que tem como sócia a PadTec.

De acordo com Samuel Lauretti, diretor presidente da companhia, a empresa acaba de certificar as soluções de LTE em 450 Mhz em uma grande operadora e tem sido procurada por diversas provedores de serviço de telecounicações no mundo, interessadas em conhecer seus produtos.

“Diversas operadoras ao redor do mundo utilizam a frequência de 450 Mhz, mas com tecnologias ultrapassadas. Queremos ser competidor forte no Brasil, mas buscar a escala mundial”, afirmou Lauretti. Segundo ele, há possibilidade de vender a solução desenvolvida localmente na Índia, Austrália, Argentina, México e em alguns países europeus.

Segundo o executivo, até o final do ano os primeiros contratos de fornecimento de equipamentos e soluções de LTE em 450 Mhz já estejam fechados, uma vez que até o final do ano de 2014, 20% dos municípios atendidos pelas operadoras brasileiras (algo em torno de 1,5 mil) devem ter a rede de 450 Mhz ativada, o que requer muito trabalho e planejamento. “Certificamos a tecnologia com uma operadora, mas as regras do leilão de 4G estabelecidas pela Anatel estão aí e vão forçar investimentos”, declarou.

Os planos de faturamento da empresa que até o momento conta com 30 funcionário e utiliza a estratutra das empresas irmãs foi definido por Jorge Salomão, presidente da sócia PadTec, como “arrojados”. O executivo, no entanto, prefere manter os números em sigilo.

A produção da WxBr será por meio de terceiras empresas especializadas, “um modelo que está bem consolidado no setor ao redor do mundo”, diz o diretor presidente. Segundo ele, os seus fornecedores estariam preparados para produzir 100 mil equipamentos de transmissão e mais de 1 milhão de terminais por ano.

Entre as empresas interessadas na solução da WxBR e com quem vem conversando, Lauretti mencionou uma empresa escandinava, sem citar nomes. Em novembro, a Telefônica/Vivo informou o mercado por meio de comunicado a assinatura de um acordo de entendimento com a empresa escandinava AINMT Holdings para estudar a construção de uma rede 450 Mhz no Brasil.

Samuel Lauretti e Jorge Salomão participaram nesta terça-feira (19) do primeiro teste público de conexão LTE em 450 Mhz com a presença do ministro das comunicações, Paulo Bernardo, na sede no CPqD.
 

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