Wireless faz estragos nas novas entrantes


Nos Estados Unidos, no segundo semestre do ano passado, as novas entrantes no serviço local (CLECs – competitive local exchange carriers) foram mais prejudicadas pelo avanço do wireless do que as incumbents, ainda que tenha continuado a erosão da base fixa como um todo. Foi o que constatou relatório recente do órgão regulador americano, a …

Nos Estados Unidos, no segundo semestre do ano passado, as novas entrantes no serviço local (CLECs – competitive local exchange carriers) foram mais prejudicadas pelo avanço do wireless do que as incumbents, ainda que tenha continuado a erosão da base fixa como um todo. Foi o que constatou relatório recente do órgão regulador americano, a FCC (Federal Communications Comission).

Estatísticas da FCC relativas ao segundo semestre de 2005, divulgadas no fim de julho, indicam que a base móvel do país totalizava 203,7 milhões de assinantes, 6% a mais do que os 191,3 milhões do primeiro semestre. Na medida em que as operadoras móveis superaram as fixas,  as concessionárias locais (ILECs – local exchange carriers) encerraram o ano com 143,8 milhões de clientes do serviço fixo (144,1 milhões no fim do primeiro semestre), e as CLECs, com 31,6 milhões de assinantes, uma queda de mais de 7% em relação aos 34,1 milhões do primeiro semestre.

Os números da FCC mostram que as operadoras móveis finalizaram 2005 com 28,3 milhões de assinantes a mais do que em junho do mesmo ano, quando a diferença pró-wireless era de 13,1 milhões. Segundo a FCC, o fenômeno da “substituição” móvel ultrapassou a base fixa pela primeira vez. E isso afeta sobretudo as CLECs porque as concessionárias locais têm mais fôlego financeiro, inclusive pelo fato de que as maiores operadoras também são donas de empresas móveis.

Redes

Em 31 de dezembro de 2005, dos 31,6 milhões de clientes das CLECs, 5,1 milhões eram servidos por conexões de cabo coaxial, o que representava cerca de 50% da base de assinantes conectada por linhas comutadas, que as CLECs proviam com seus próprios acessos locais. Ao todo, essas concessionárias atendiam 32% dos clientes fixos com infra-estrutura própria; 47% através da desagregação de elementos de rede (unbundled network elements – UNEs) alugados de outros provedores; 21% via acordos de revenda com operadoras não afiliadas.

Quanto às ILECs, no fim do ano, atendiam os assinantes com cerca de 26% menos UNEs com plataformas comutadas do que seis meses antes (10,8 milhões, em relação a 14,6 milhões), e cerca de 4% mais enlaces UNEs não comutados (4,5 milhões, comparados com 4,3 milhões).

Longa distância

As CLECs respondiam por 13,9 milhões (ou 13%) das 108,3 milhões de linhas que serviam usuários finais residenciais, e 17,7 milhões (26%) dos 67,1 milhões de linhas de clientes empresariais, institucionais e governamentais, de acordo com a FCC. As operadoras competitivas proviam serviços de longa distância nacional para 51% dos seus assinantes do serviço local, enquanto as incumbents faziam o mesmo para 79% da sua base fixa comutada.

Quanto à base móvel de 203,7 milhões de clientes em dezembro do ano passado, aumentou 12% (22,6 milhões) em relação ao mesmo mês de 2004, e cerca de 6% dos assinantes eram servidos por revendas do serviço.

(Da Redação com agências internacionais)

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