Windows 10 rodará em computadores, tablets e smartphones


A Microsoft revelou hoje (30), em San Francisco, nos Estados Unidos, o Windows 10, sistema operacional sucessor do Windows 8. O software será o mesmo para computadores, 2 em 1, tablets e smartphones, Xbox e dispositivos vestíveis ou de internet das coisas. Terá a capacidade de se adaptar conforme o tipo de aparelho. Usuários de computadores poderão baixar uma versão de testes a partir de amanhã (1º de outubro). Ainda não há previsão de quando a empresa disponibilizará testes em celulares e tablets.

No PC, as grandes novidades são recursos antigos, que haviam sido abandonados na edição 8: o retorno do botão iniciar e o comportamento de app como janelas. No Windows 8, o botão “iniciar” foi substituído por uma interface indicada para uso táctil, enquanto os programas baixados diretamente da loja funcionavam apenas em tela cheia, de novo, com o objetivo de induzir o uso táctil dos aparelhos. O sistema também permitirá que dispositivos móveis rodem diversos aplicativos ao mesmo tempo e, a exemplo da plataforma GNU/Linux, terá opção de exibir múltiplos desktops.

A empresa também seguiu, a sua maneira, o exemplo da comunidade do software livre e resolveu criar um programa de desenvolvimento colaborativo, batizado de Windows Insider Program. Os participantes poderão acompanhar o desenvolvimento da plataforma, prevista para ser lançada em 2015, sugerir alterações e melhorias.

Análise
Steve Kleynhans, vice-presidente do grupo para mobile e Client Computing da empresa de análise de mercado Gartner, diz que ainda é cedo para dizer se o Windows 10 será mais bem recebido que o antecessor, muito criticado pela falta do botão iniciar. “O Windows 8 tinha ótimos recursos em segurança, gerenciamento de energia e performance, que foram obscurecidas por esta polêmica. Ao resgatar um look and feel mais familiar, pode ser que os usuários deem mais atenção às novas habilidades do sistema”, observa.

O analista também considera interessante a proposta de usar uma mesma plataforma para toda a gama de dispositivos à venda no mercado. “Isso deve ampliar o mercado para desenvolvedores de aplicativos, enquanto a Microsoft acredita que pode reduzir seu gap de apps”, diz. Isso não quer dizer, porém, que o sistema pode superar o Android ou o iOS nos dispositivos móveis. “A questão se conseguirá movimentar o mercado [de apps] permanece. O Windows 10 deve melhorar as perspectivas para celulares Windows, mas provavelmente não o suficiente para ameaçar o iPhone e aparelhos Android”, diz.

De qualquer maneira, uma alteração na participação do sistema operacional no mercado móvel não deve acontecer antes de 2016, na visão da Gartner. Para Kleynhans, a proposta de plataforma unificada pode se refletir negativamente no já incerto mercado de tablets, incentivando a procura por aparelhos 2 em 1 e “eventualmente, no mercado de smartphones”, opina.

 

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