WiMAX, universalização, separação entre plataforma e serviços.


A considerar o WiMAX como uma tecnologia que pode ser usada para a universalização das comunicações, inúmeros fornecedores acham indispensável a atuação do poder público como indutor. Luis Minoru Shibata, diretor do Yankee Group para a América Latina concorda com isso, e vai além: os órgãos reguladores não têm que olhar só para as empresas …

A considerar o WiMAX como uma tecnologia que pode ser usada para a universalização das comunicações, inúmeros fornecedores acham indispensável a atuação do poder público como indutor. Luis Minoru Shibata, diretor do Yankee Group para a América Latina concorda com isso, e vai além: os órgãos reguladores não têm que olhar só para as empresas de telecomunicações, mas para todos aqueles que adquirem freqüências, ligando essas aquisições a obrigações bem definidas, entre elas a universalização. “A tecnologia que o provedor vai usar com o espectro comprado não é problema do regulador. O modelo vigente está viciado, tem de mudar”, diz o especialista.

O debate ocorreu hoje, 26, em São Paulo, durante o lançamento do WiMAX Brasil, exposição e conferência que se realizará nos dias 28 e 29 de novembro. Para o diretor do Yankee, ao invés de só se preocupar em ganhar dinheiro com a venda de freqüências, as autoridades poderiam olhar para os ganhos que o uso da tecnologia traria no estímulo à atividade econômica, portanto, no aumento da arrecadação de impostos.

Outro ponto de discussão foi a inevitabilidade da separação entre o operador da plataforma e o prestador de serviços, o que Alexandre Annemberg, diretor executivo da ABTA considera inevitável. “O próprio governo, ou as municipalidades, podem ser prestadores de serviços", pondera ele. Essa separação já existe no segmento celular, com as operadoras virtuais (MVNOs), emendou Minoru, admitindo, contudo, que, no fixo, isso é mais demorado, e demanda a interveniência do órgão regulador.

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