WiMAX Fórum pede menos banda em 2,5 GHz


O WiMAX Fórum apresentou contribuição à consulta pública sobre a destinação da faixa de 2,5 GHz, em andamento na Anatel, pedindo o licenciamento neutro e flexível do espectro. A informação é do pelo vice-presidente da entidade global, Mohammad Shakouri, em coletiva à imprensa hoje na Futurecom, que acontece em São Paulo. Segundo ele, seriam necessários …

O WiMAX Fórum apresentou contribuição à consulta pública sobre a destinação da faixa de 2,5 GHz, em andamento na Anatel, pedindo o licenciamento neutro e flexível do espectro. A informação é do pelo vice-presidente da entidade global, Mohammad Shakouri, em coletiva à imprensa hoje na Futurecom, que acontece em São Paulo. Segundo ele, seriam necessários 60 MHz do espectro para garantir a competição de banda entre os operadores e diferenciação na qualidade dos serviços.  “Uma robusta rede WiMAX em área urbana requer um mínimo de 30 MHz de espectro disponível para ser bem sucedida”, disse.

Pela proposta da Anatel em consulta pública, apenas 50 MHz dos atuais 190 MHz destinados a essa tecnologia permanecerão a partir de 2014. Shakouri ressaltou que os operadores que já implementaram redes estão descobrindo que a demanda pelo tráfego de banda larga e a contínua inovação dos serviços significa que pelo menos 30 MHz serão necessários em um estágio inicial. Ele argumenta que o uso da tecnologia WiMAX ajudará a resolver a exclusão digital no Brasil.

Caso não seja atendido, Shakouri entende que a implantação de redes WiMAX ficará difícil. Ele estava acompanhado do diretor de Desenvolvimento Internacional da Yota, Egor Ivanov. A empresa russa de serviços WiMAX demonstrou interesse em investir no mercado brasileiro. “Estamos estudando o mercado brasileiro, mas é fundamental que o país ofereça a flexibilidade no licenciamento do espectro”, disse Iganov.

Certificação

Outro anúncio da coletiva foi o termo de compromisso assinado entre o WiMAX Fórum e o CPqD  para certificação dos equipamentos para a  essa tecnologia no Brasil. A empresa brasileira deve agora se adequar às exigências da entidade, que é responsável por promover a compatibilidade e interoperabilidade de produtos de banda larga sem fio em todo o mundo.

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