WiMAX: fica adiado o segundo round da briga na Telcomp.


 A Telcomp (entidade que congrega as empresas entrantes) ainda não conseguiu derrubar a liminar da justiça que a impede de realizar a assembléia geral convocada para  se posicionar favoravelmente ao edital de licitação da Anatel, que proíbe as concessionárias locais de comprarem freqüências de WiMax (tecnologia de banda larga sem fio) em suas áreas originais. …

 A Telcomp (entidade que congrega as empresas entrantes) ainda não conseguiu derrubar a liminar da justiça que a impede de realizar a assembléia geral convocada para  se posicionar favoravelmente ao edital de licitação da Anatel, que proíbe as concessionárias locais de comprarem freqüências de WiMax (tecnologia de banda larga sem fio) em suas áreas originais.

 A segunda tentativa de referendar essa posição  estava marcada para ontem, dia 14 de dezembro, mas a reunião foi adiada porque a Telcomp não conseguiu derrubar as liminares obtidas pelas operadoras de telefonia móvel.

A última reunião, realizada no mês passado, conforme relato dos participantes, pareceu mais uma assembléia estudantil em seus tempos de ânimos mais exaltados do que uma assembléia de investidores de telecomunicações. Ocorreu de tudo: muitos gritos e palavras de ordem, golpes e contra-golpes e até mesmo a presença da polícia. Um diretor da entidade chegou a passar tão mal devido ao clima beligerante, que parecia estar sofrendo um infarto.

 As operadoras móveis, que são subsidiárias das concessionárias locais, não concordam que a entidade deva apoiar o edital da Anatel, que está sendo contestado na justiça pelas suas empresas-mães. As demais empresas entrantes, querem, no entanto, manter esta proibição, pois entendem que só dessa forma terão mais chances de comprar as freqüências colocadas à venda. E a briga ficou feia.

Por fim, as celulares conseguiram fazer com que a reunião não se realizasse por força de uma liminar da justiça, que ainda não foi derrubada.

O edital teve seu processo paralisado pelo Tribunal de Contas da União, que apontou algumas inconsistências nos preços mínimos. Mas, antes disso, as concessionárias conseguiram, na justiça, o direito de participar da licitação em todo o território brasileiro.

A questão continua em suspenso. E já há quem afirme que ela irá demorar tanto como a venda das licenças da banda B da telefonia celular. O TCU decidiu adiar para o próximo ano o julgamento do mérito do processo e a Anatel já avisou que, sem derrubar as liminares das concessionárias, não retoma a licitação.        

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