WiFi offload requer inteligência, defende fornecedor


As operadoras, preocupadas em garantir a qualidade do serviço de banda larga móvel, partiram definitivamente para a instalação de hotspots que conectam os aparelhos dos usuários até automaticamente e podem desafogar o tráfego das redes de rádio móveis. Oi, Claro, TIM anunciam números crescentes de pontos hotspots, até porque o preço por megabyte dessa infraestrutura é 30% inferior ao das redes de rádio do celular. Mas, para a fornecedora de policy management OpenNet, é preciso cautela ao “chavear” os dispositivos automaticamente, porque há riscos de perda de qualidade na experiência do cliente. 

“Se o cliente se conecta ao WiFi automaticamente, a operadora perde o controle. Dependendo da quantidade de usuários logados, pode haver uma piora na experiência de navegação, que é justamente o que elas não querem”, explica Murício Feitosa, diretor de novos negócios da OpenNet. A desenvolvedora irlandesa traz ao Brasil seu produto para gerenciamento de política de conexão de clientes em redes WiFi, após a aquisição da também irlandesa Forkstream em julho deste ano, que promete incluir inteligência para redes heterogêneas.

A solução permite o gerenciamento dos clientes na rede a partir de informações de contexto como nível de sinal na rede móvel e no hotspot, localização, números de usuários conectados e de acordo com o plano dos usuários. “Um cliente premium deve ter preferência a um cliente pré-pago, por exemplo”, salienta o gerente de venda de tecnologia para Caribe e América Latina, Geraldo André Sanga. 

A solução é um módulo de suas plataformas de Dynamic Services e Interaction Gateway (IG), recém lançadas no mercado brasileiro e compatível com os padrões 3GPP Access Network Discovery e Selection Function (ANDSF), que permiten aos dispositivos dos consumidores finais descobrirem e se comunicarem com redes que não sejam 3GPP, como WiFi e WiMAX.

O sistema de offload da OpenNet permite que os servidores das operadoras interajam com os dispositivos móveis e coordenem a seleção de rede, além de informar os consumidores sobre a qualidade do sinal da rede ou dar detalhes do contrato do plano de serviço do assinante.

A OpenNet ainda está em fase de testes da implantação da solução em algumas operadoras, no Canadá, mas prefere mantê-los em sigilo, a pedido das empresas. 

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