VoIP: Hip Telecom não quer ser só mais uma empresa


VoIP é a tecnologia da vez. Uma rápida busca na internet é o suficiente descobrir dezenas de empresas oferecendo o serviço. Mas, como separar o joio do trigo?  Segundo Paulo Humberg (foto), presidente da Hip Telecom, uma boa alternativa, em um primeiro momento, é diferenciar empresas de comunicação das de telefonia. O segundo caso é …

VoIP é a tecnologia da vez. Uma rápida busca na internet é o suficiente descobrir dezenas de empresas oferecendo o serviço. Mas, como separar o joio do trigo?  Segundo Paulo Humberg (foto), presidente da Hip Telecom, uma boa alternativa, em um primeiro momento, é diferenciar empresas de comunicação das de telefonia. O segundo caso é o da Hip, que tem autorização da Anatel para prestar STFC e fornecer numeração para seus clientes. 

“Com o tempo, o consumidor mesmo fará essa diferenciação”, afirma Humberg. “Mas, por enquanto, isso é bom, todo mundo fala sobre o assunto e aumenta o mercado”, diz ele. A Hip Telecom atua desde novembro de 2005 e já conta com 12 mil clientes. Destes, 70% são do mercado corporativo, pequenas e médias empresas.

Nascido em São Paulo, com 38 anos e formado em marketing, Humberg é dono da empresa de investimentos A5. Além da Hip, comanda também a Tellvox, que faz ringtones e demais aplicativos para celulares. “Atuamos nas áreas de mídia, tecnologia e telecomunicações”, diz ele. Mas Humberg não é novo no mercado.

Ibest

Há 12 anos, trabalhou na área de marketing das Lojas Americanas. Teve contato direto com empresas como AOL e AT&T. Foi um dos criadores do canal de vendas Shoptime. Anos 90, início da internet. Fundou uma empresa de leilões via web, a Local.com. Durou até o estouro da bolha. “Dessas experiências aprendi que as empresas de telecom é que estavam ganhando dinheiro com a internet, com provimento de acesso. Das grandes, vi que a Brasil Telecom não tinha provedor ainda”, observa.

Foi aí que, junto com Marcos Wettreich, criou o Ibest. Apresentou o projeto à BrT e, em 2003, vendeu o provedor gratuito para a concessionária. No mesmo ano, começou os estudos para montar a Hip Telecom. “Passamos por um momento de mudança tecnológica. Desses que só acontecem a cada 20, 30 ou 50 anos. Tudo vai ser IP e, agora, é oportunidade para as companhias entrarem no negócio com custos razoáveis”, justifica Humberg.

O investimento na empresa previsto para o primeiro ano é de R$ 12 milhões. Fora a área de marketing, orçada em R$ 30 milhões nos três primeiros anos. Humberg espera que a Hip tenha 60 mil usuários ao final de 2006. “É uma meta agressiva”, admite o executivo. Para tanto, ele usa o discurso “conta-carro” para atrair clientes PME, especialmente empresas que têm de 10 a 80 funcionários. “A redução de custos com telefonia para esses clientes significa um carro por ano”, explica.

Parcerias

A Hip conta com parcerias no varejo como supermecados Extra, Lojas Americanas e Submarino. Não vende só VoIP, mas soluções IP em geral e cartões telefônicos. Além disso, conta com uma rede alugada (“de duas empresas diferentes”) de 11 mil quilômetros. Tem pontos de presença em São Paulo, Rio e Belo Horizonte. E, até o meio do ano, pretende estar em Curitiba, Porto Alegre e Brasília.

Suas previsões para a expansão do seu negócio levam em conta duas variáveis: uma otimista e outra pessimista. Considerando que o país tenha 10 milhões de usuários banda larga em 2009, na melhor das hipóteses estima-se que 30% use VoIP. Na pior, 10%.  No cenário otimista, o executivo prevê que sua companhia tenha entre 300 mil e 350 mil assinantes, o que renderia um faturamento de R$ 600 milhões de reais. A concorrência com as grandes concessionários, que começaram a lançar seus serviços de voz sobre IP este ano no mercado, não preocupa Humberg. “É mercado, vale tudo, desde que com lealdade. Mas as soluções IP já estão disponíveis há tempos. Eles são lentos, e só reagem quando cutucados”, conclui.

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