Vivo/Telefônica mostra pessimismo quanto à capacidade das teles de atingir metas obrigatórias do leilão da 4G


 

“Ainda enfrentamos dificuldades com a ampliação da nossa rede 3G. A meta para março deste ano, que era de 2832 municípios cobertos, ficou em 2756 por causa de dificuldades logísticas e produtivas. Me pergunto se temos no Brasil a capacidade produtiva para alavancar toda esta ambição que é a 4G, num período tão curto de tempo, e com uma escala tão grande, abordando todas as capitais”, desabafou num tom pessimista Leonardo Capdeville, diretor de planejamento de rede da Vivo/Telefônica, enquanto discorria sobre as dificuldades que aguardam as empresas vencedoras do leilão da frequência de 2,5GHz, no evento ConvergeTec, realizado hoje em São Paulo.

A ausência de uma frequência baixa vinculada à de 2,5GHz, também foi apontada por Capdeville como um grande empecilho à oferta de um serviço de qualidade no país. “Na Europa e nos Estados Unidos, o sistema funciona com a complementariedade das frequências, uma alta e uma baixa. Aqui, por enquanto, teremos apenas a alta”, conta. “Dessa forma, vamos ter que dobrar nosso número de sites até 2014, levando em conta que estaremos lidando com mais de 200 legislações municipais diferentes e restritivas. É possível imaginar o tamanho do problema”.

No entanto, este não é o maior deles. “Sem dispositivos acessíveis e com escala para o cliente, o LTE não se massificará, independente de cobertura de rede e outras variáveis”, explicou o executivo enquanto apontava um gráfico tipo pizza com sua caneta laser. Nele se viam duas fatias desiguais, uma enorme, onde se lia ‘Aparelhos 3G homologados: 2888’, e a outra tão fina que foi preciso fazer a inscrição do lado de fora da figura: ‘Aparelhos 4G homologados: 257’. “Esta será a principal dificuldade encontrada no 4G, a maior barreira. No fundo, o carro chefe de uma nova tecnologia de acesso são os terminais (aparelhos). Sem eles, nada feito”.

 

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