Vivo vai para GSM em condições “ultra-vantajosas”


Nem € 1,5 bilhão em três anos. Nem de US$ 1,5 bilhão a US$ 2 bilhões. Aos preços de hoje, a Vivo não dispenderá um centavo além de US$ 490 milhões (R$ 1.080 bilhão) para fazer o overlay de rede GSM, um volume de recursos que nem altera o CapEx definido para 2006, tampouco inclui …

Nem € 1,5 bilhão em três anos. Nem de US$ 1,5 bilhão a US$ 2 bilhões. Aos preços de hoje, a Vivo não dispenderá um centavo além de US$ 490 milhões (R$ 1.080 bilhão) para fazer o overlay de rede GSM, um volume de recursos que nem altera o CapEx definido para 2006, tampouco inclui a infra-estrutura que será implantada na região Nordeste e em Minas Gerais. A informação, que espantou analistas e representantes da indústria presentes à conferência da operadora realizada hoje, 21, em São Paulo, foi anunciada por Roberto Lima, presidente da empresa.

Daquele bilhão, detalhou o executivo, R$ 80 milhões serão destinados a sistemas de TI, R$ 1 bilhão à rede core e 7 mil BTS. No acordo feito com os fornecedores (Ericsson e Huawei), o valor inclui a atualização de quaisquer novos releases de hardware e software por quatro anos. “Nos próximos três anos, não faremos qualquer investimento incremental nesse overlay”, afirmou Lima, acrescentando que a empresa conseguiu dos fornecedores “condições ultra-vantajosas”. Pelos comentários dos presentes à conferência, as empresas que vão fazer o overlay GSM devem ter aceitado jogar os preços no chão em troca de alguma coisa, por exemplo, a implantação da rede também em Minas e no Nordeste, além da WCDMA.

850 MHz e 1,9 GHz

Quanto às regiões ainda não atendidas, a operadora pretende cobrí-las com rede própria e na freqüência de 1,9 GHz que pretende adquirir no leilão da Anatel. Mas vai operar em 850 MHz também em GSM, por considerar que a baixa freqüência dá qualidade ao serviço.

Como, agora, a Vivo entrou no time GSM, abrandou o discurso em relação à licitação do 3G no Brasil. Será conforme o cronograma definido pela agência reguladora, contemporizou o executivo. Para Lima, a operadora já oferece aos clientes serviços de terceira geração na plataforma CDMA EV-DO. E, com a novíssima geração de equipamentos GSM que está comprando, será facílimo migrar para WCDMA.

O dirigente da Vivo reafirmou a continuidade de operações CDMA, mas disse que serão reduzidos os investimentos nessa plataforma.

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