Vivo vai manter briga pelo chip e mudar dividendos


 O presidente da Vivo, Roberto Lima, confirmou hoje, durante a divulgação do balanço do 2T09, que a empresa vai manter a estratégia de vender apenas o chip (iniciativa iniciada pela Oi), além dos aparelhos de telefones, porque hoje o mercado brasileiro já se adaptou a comprar apenas o sim card. "Não daria para a Vivo …

 O presidente da Vivo, Roberto Lima, confirmou hoje, durante a divulgação do balanço do 2T09, que a empresa vai manter a estratégia de vender apenas o chip (iniciativa iniciada pela Oi), além dos aparelhos de telefones, porque hoje o mercado brasileiro já se adaptou a comprar apenas o sim card. "Não daria para a Vivo ficar fora do hábito que foi criado", afirmou.

Mas além de ser um sintoma do novo hábito do usuário brasileiro , a venda do chip apenas reflete mesmo em aumento de rentabilidade, já que seus custos são bem menores, refletidos no balanço do 2 trimestre, cujo lucro aumentou pela sensível queda de custos com venda de aparelhos.

Segundo Lima, embora a empresa registre aumento de churn (troca de empresa) na venda do sim card , o pay back (ou o retorno dos recursos investidos) é bem mais rápido do que a venda do aparelho subsidiada.

Lima salientou que a queda no Arpu (conta média) se deu pelo incremento da concorrência – ele não disse, mas a mudança neste trimestre se deu pela a entrada da Oi em São Paulo – que fez com que a Vivo oferecesse recargas menores de pré-pago. Explicou que a queda do Arpu entrante (receita das chamadas recebidas) começa a ser um indicador de que a operadora prepara-se para futuras mudanças na VU-M, assinalando que o Arpu sainte (receita das chamadas feitas) mantém-se constante pela estratégia da operadora de estimular o tráfego on net.

Dividendos

Lima informou que, devido aos bons resultados da empresa nos últimos períodos e à gorda geração de caixa que a Vivo apresentou este trimestre, é chegada a hora de  traçar uma nova política de distribuição de dividendos. Hoje a Vivo distribui apenas o que a lei obriga (25%). A nova política de distribuição dos lucros está sendo discutida com os acionistas controladores e deverá ser aprovada ainda este ano.  

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