Vivo tem lucro recorde de R$ 864,2 milhões no quarto trimestre


A Vivo encerrou o quarto trimestre de 2010 com lucro líquido de R$ 864,2 milhões, quatro vezes maior(325,1%) quando comparado com o 4T09 e 43,6% superior em relação ao 3T10. O resultado, de acordo com a companhia, reflete melhor performance operacional, menores despesas com depreciação e melhor resultado financeiro. No acumulado do ano, o lucro cresceu 116% e somou R$ 1,9 bilhão.

A empresa registrou queda de 38,2% nas despesas com depreciação de equipamentos CDMA na comparação do 4T10 com o 4T09. Do lado operacional, registrou queda anual de 4,1% no total de custos operacionais, para R$ 3,7 bilhões. O gasto com mercadorias vendidas caiu 20,2% com maior participação nas vendas de SIM Cards e manutenção de “política restritiva de concessão de subsídios” a clientes.

De outro lado, a receita líquida de serviços subiu 12,5%, para R$ 4,57 bilhões, com um salto de 48% nas receitas com transmissão de dados e serviços de valor adicionado e de 65,4% nas receitas com acesso à internet. O crescimento decorre do incentivo à utilização desse serviço com o uso de smartphones e placas. A receita com SMS + MMS evoluiu 41,4% quando comparada ao 4T09, mantendo o crescimento obtido em trimestres anteriores.
 
O Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) no 4T10 foi de R$ 1,677,7 bilhão, um avanço de 20,9% em relação ao 4T09, com margem Ebitda de 34,5% (+3,2 pontos percentuais ano a ano).
 A base da Vivo totalizou 60,293 milhões de acessos (16,5% de aumento anual), sendo 8,548 milhões de novas adições no ano (33,3% no segmento pós pago).

Dividendos
A Vivo está propondo dividendos de R$ 2,290,8 bilhões, representando 127% do lucro (excluindo reserva legal) de 2010 . A geração de caixa após investimentos registrou R$ 2,898,7 bilhões no ano (63,7% maior em relação a 2009).

No ano passado, os investimentos ficaram em R$ 2,489 bilhões. Para este ano, a Vivo anunciou que planeja investir R$ 3,482 bilhões em 2011. O valor previsto contempla pagamento de frequências compradas da Anatel em dezembro, cujo valor foi estimado em R$ 782 milhões. (Da redação)

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