Vivo tem lucro de R$ 215,5 milhões no 4T08


A Vivo reverteu o prejuízo de quase R$ 100 milhões em 2007 e fechou o ano passado com um lucro líquido de R$ 389,7 milhões no ano. No último trimestre de 2008 o ganho foi de R$ 215,5 milhões, aumento de 60,9% na comparação com o trimestre anterior. O resultado operacional antes de juros, impostos, …

A Vivo reverteu o prejuízo de quase R$ 100 milhões em 2007 e fechou o ano passado com um lucro líquido de R$ 389,7 milhões no ano. No último trimestre de 2008 o ganho foi de R$ 215,5 milhões, aumento de 60,9% na comparação com o trimestre anterior. O resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) atingiu R$ 1,39 bilhão no último trimestre de 08, valor 42,6% maior na comparação com o mesmo período em 2007. No acumulado de 2008 o Ebitda ficou em R$ 4,86 bilhões, aumento de 37% em relação ao ano de 2007. A margem Ebitda de 32,7% no trimestre representou aumento de 6,6 pontos percentuais na comparação com o 4T07. No ano, a margem Ebitda ficou em 30,8%, aumento de 5% sobre 2007. Os dados já incorporam os resultados da Telemig Celular, que teve receita líquida de serviços de R$ 387,0 milhões.

Em dezembro a base de clientes da Vivo atingiu 44,945 milhões de usuários (em janeiro deste ano teve a adição de mais 55 mil clientes e chegou a marca de 45 milhões de clientes), com market share de 29,8%. O Arpu (receita média por cliente) no trimestre foi de R$ 29,1 (queda de R$ 1, que se deve a aquisição de 7 milhões de novos clientes pré-pagos no ano). De outubro a dezembro de 2008 a Vivo conquistou 2,668 milhões novos clientes, o que representa 27,1% de market share das adições líquidas do mercado de celulares no período.

A rede 3G da operadora já cobre 314 municípios, com operação na tecnologia GSM para 30,4 milhões de acessos, o que representa 67,8% do parque total. Segundo o presidente da Vivo, Roberto Lima, ainda existem 15 milhões de clientes na rede CDMA, que “resistem em deixar a rede”.

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A Vivo encerrou 2008 com dívida de R$ 8 bilhões, 31% em moeda estrangeira, coberto por operações de proteção cambial (hedge). O diretor financeiro, Ernesto Gardelliano, explicou que a decisão da operadora, de financiar o pagamento das licenças 3G junto à Anatel, em dezembro, ajudou a empresa a manter sua posição de caixa em momento de turbulência nos mercados.

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