Vivo: sem resultados financeiros da reestruturação, ao invés de lucro, prejuízo.


Depois do prejuízo líquido de R$ 594 milhões em 2005, o lucro líquido de R$ 16 milhões obtido em 2006 foi produzido pelos resultados financeiros da reestruturação da companhia (unificação de cinco holdings e 14 operadoras): incorporação de créditos fiscais no montante líquido de R$ 740 milhões; reversão de provisão para PIS e Cofins no …

Depois do prejuízo líquido de R$ 594 milhões em 2005, o lucro líquido de R$ 16 milhões obtido em 2006 foi produzido pelos resultados financeiros da reestruturação da companhia (unificação de cinco holdings e 14 operadoras): incorporação de créditos fiscais no montante líquido de R$ 740 milhões; reversão de provisão para PIS e Cofins no montante de R$ 136 milhões; baixa de ativos obsoletos no quarto trimestre, no total de R$ 278 milhões. Ou seja, excluídos esses fatores, a empresa não teria saído do vermelho no último exercício fiscal.

Esse é um dos motivos que levam o presidente da Vivo Participações, Roberto Lima, a destacar outros pontos do balanço como a geração de caixa operacional, que alcançou R$ 1,23 bilhão no ano; a redução da provisão para devedores duvidosos para 1,8% da receita bruta (a menor participação dos últimos dois anos), patamar bastante inferior aos 4% habituais nas empresas do país, segundo Ernesto Gardeliano, diretor financeiro da companhia.

De acordo com a empresa, a queda da PDD foi conseqüência, em boa parte, da redução a praticamente zero das perdas com clonagem; de ações de combate a fraudes de subscrição; de melhoras nas contas a receber (recuperação de R$ 813 milhões no ano).

Setor pressionado

Pela primeira vez, hoje, 8 de fevereiro, ao apresentar o balanço do quarto trimestre de 2006 e de todo o exercício fiscal, a Vivo passou a não desagregar algumas informações, a exemplo da receita média por usuário pré e pós pago, ou os minutos de uso de cada uma das duas modalidades de cliente. “A concorrência não dá essas informações, então passamos a fazer o mesmo”, justifica Lima.

Se, no último trimestre, a operadora conseguiu estancar a sangria da base e continuou a perseguir a redução de custos, para os próximos períodos não consegue projetar resultados muito animadores. Porque, segundo seu presidente, no país, todo o setor tem elevadas despesas comerciais (entre elas os subsídios), além da carga de 44% de impostos incidentes sobre os serviços de telecom.

“O setor é bastante pressionado”, observa o executivo. Os analistas interpretam essas ponderações como sinal de que não há lucro à vista na Vivo.

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