Vivo quer freqüência para virar operadora nacional


Madrid – O diretor da divisão de regulação e relações institucionais da Telefónica Móviles, Daniel Arias Pando, afirmou hoje, 17 de fevereiro, que a Vivo tem interesse em adquirir novas freqüências no Brasil – especialmente, o espectro em 1,9 GHz atualmente destinado para o WLL – para poder operar em todo o território brasileiro. “Precisamos de freqüência para a cobertura nacional”, afirmou. A Vivo enfrenta problemas em Minas Gerais, onde não há uma rede CDMA para  atender os seus clientes em roaming.

 Pando preferiu não se manifestar sobre o documento divulgado pelo GSMFórum, que critica os estudos realizados pela Anatel para a liberação desse espectro para a telefonia móvel. Segundo o Fórum, seria um retrocesso se o país adotasse a solução mista PCS norte-americana e UMTS européia. Pando preferiu dizer que a Telefónica  tem, como princípio, a neutralidade tecnológica, e por isso, não poderia se manifestar sobre o documento divulgado.

 A empresa enfrenta, também, problemas de freqüências na Argentina, Chile e Peru, países em que está sendo obrigada a devolver freqüências devido à compra das operações da Bell South. “Não somos contrários à devolução do espectro, mas esperamos que os agentes reguladores percebam que teremos necessidade de largura de banda para oferecermos mais serviços à sociedade,” completou.

 Pando criticou, ainda, a intenção da Anatel de estabelecer metas de cobertura em troca da licença da 3G, cuja licitação deverá ser lançada no próximo ano. “A telefonia móvel já é agente da universalização. Seria um erro trocar a melhoria da qualidade dos serviços por ampliação da cobertura”, afirmou.
(a jornalista viaja a convite da Telefônica)

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