Vivo lança em novembro primeiro produto digital para celular. E promete concorrente para Whatsapp


O Vivo Easy vai permitir ao usuário fazer tudo por meio da tela de seu celular: postergar créditos, fazer upgrade ou downgrade do plano, saber o seu saldo no caso de pré-pago. Tudo isso sem ter que ligar para o call center e falar com atendente.

Para se afirmar no mercado como uma telco digital, a Vivo lança, em novembro, seu primeiro produto totalmente digital para celular, segundo anunciou hoje no Futurecom 2015 seu presidente, Amos Genish. O Vivo Easy vai permitir ao usuário gerenciar todo o seu plano pela tela do celular, sem ter que ligar para o call center. Pela tela, vai poder postergar créditos, no caso de cliente pré-pago, fazer upgrade do pacote ou downgrade, consultar o saldo de créditos, saber onde gastou os créditos, em que serviços. “Isso vai mudar a qualidade de experiência do cliente”, acredita Genish, informando que a equipe da empresa trabalhou nos últimos meses no desenho do produto que considera uma quebra de paradigma.

“Antes de mais nada queremos que o cliente fique satisfeito. Hoje as telcos não atendem às expectativas dos clientes. Como pode eles gostarem mais dos bancos, com os juros que cobram do que setor de telecom. Então, temos que mudar”, comentou ele em sua apresentação. A mudança, em sua opinião, passa por oferecer ao cliente uma experiência que o satisfaça mais suas exigências, que são crescentes. “Os produtos digitais vão satisfazer mais o consumidor digital”, aposta.

Tu Go

O Vivo Easy, que é um produto Amazon like segundo Genish, é o primeiro de uma série de novas apps que a operadora está desenvolvendo. Uma delas é o Tu Go, que vai competir com o WhatsApp, já disponível em alguns países da América Latina. Mas Genish não quis dar mais informações sobre o produto. Ele continua um crítico da aplicação de voz do WhatsApp, por usar os números das operadoras em pagar por isso e acha que a Anatel está se omitindo ao não se posicionar sobre o assunto. “Se os números fossem dados de graça, sem ter que pagar Fistel por eles, eu não importaria que alguém usasse”, ironizou.

Genish adiantou que o objetivo da operadora é lançar mais produtos personalizados, usando para isso a enorme base de dados sobre clientes de que dispõe.“O barateamento da tecnologia do big data nos últimos anos permitiu aumentar em 90% os dados digitais armazenados nos últimos dois anos, e o processamento desses dados também já não é tão caro. As OTTs usam big data, dados de cliente, para vender publicidade e ações de marketing. E nós temos mais informações sobre nossos clientes, o que eles gostam, o qe acessam. Podemos ter produtos personalizados”, disse.

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2 Comments

  1. Vagner Ornelas
    28 de outubro de 2015

    Mas o número não é da operadora, o número é do usuário, tanto que o mesmo pode fazer portabilidade para a operadora que achar melhor. Essa conversa de usar o número fixo no Whatsapp não cola, o número é apenas uma referência virtual.

  2. Marcelo Ribeiro
    28 de outubro de 2015

    Quero ver quando a base pré da Vivo se esvaziar devido aos preços altos o que farão. Duas coisas que o wattsapp fez e é impossível a Vivo replicar: integrar usuários de todas as operadoras e ser gratuito. Pus meu Vivo chip no lixo.