Vivo investe para melhorar instalação de IPTV e relança DTH



Operadora concluiu migração de usuários da antiga plataforma de IPTV para o mediaroom e agora vai ampliar visibilidade da oferta, além de expandir rede para a Grande São Paulo. Novas tecnologias – como HPNA e set-top-box wireless – prometem auxiliar a instalação e reduzir custo do Vivo TV Fibra, enquanto operadora se prepara para retomada no satélite.

 

A Telefônica Vivo concluiu a primeira fase de seu projeto de expansão da Vivo TV Fibra, ao migrar todos os clientes da antiga plataforma usada para IPTV para a Mediaroom. Agora, explica o diretor de vídeo da Telefônica Vivo, Rafael Sgrott Martins, começa uma fase de maior visibilidade da oferta para novos clientes.

Segundo Martins, o plano de divulgação do plano Vivo TV Fibra envolve vários meios de comunicação, mas está centrado no contato com os residentes na áreas cobertas. A expectativa da operadora espanhola é ter 1,8 milhão de casas passadas até o final do ano, uma expansão que prevê a instalação de infraestrutura para fora da capital paulista, incluindo o ABC Paulista, Guarulhos, Osasco, Barueri e Cotia no segundo semestre do ano.

Para apoiar seu projeto de expansão da base de clientes, a Vivo adotou uma solução de otimização da infraestrutura do cabo coaxial, a HPNA (Home Phoneline Network Alliance), que possibilita a transmissão de dados, voz e imagem pelo mesmo cabeamento coaxial com velocidade de 160 Mbps, por exemplo.

“Essa solução facilita a instalação porque utiliza o cabeamento já passado. Entramos com a fibra óptica na casa do cliente, colocamos um gateway que tem saída HPNA. Antes utilizávamos essa solução de forma pontual, mas agora será sempre uma opção para o técnico”, explica Martins.

Neste processo de reduzir o tempo de instalação do IPTV na casa do cliente, que também significa redução de custo, a Vivo também planeja a adoção, até o final do ano, de um set-top-box wireless. “Com isso garantimos a fácil instalação e a opção de mobilidade para o cliente. Com a solução sem fio, o cliente pode instalar pontos adicionais, o que cria uma facilidade futura também”, afirma o executivo. Para o set-top-box wireless, a Vivo terá dois fornecedores: Cisco e a Pace.

Vivo no satélite
Enquanto a Vivo mantém sua estratégia de buscar clientes de TV utilizando a rede de fibra óptica – uma vez que esta seria uma infraestrutura de vida longa ou “do futuro”, como preferem alguns – a operadora segue afirmando que retomará o negócio de TV via satélite, onde vem perdendo espaço há meses.

De acordo com o diretor de vídeo da Telefônica Vivo, a operadora está, neste momento mesmo em que a reportagem está sendo publicada, relançando seu serviço de DTH. “Realmente temos um relançamento da TV por satélite, com a proposta de ser uma alternativa para quem está comprando seu primeiro serviço ou para quem o tem a pouco tempo e tem mais afinidade com a Vivo”, afirma Martins. Segundo ele, a operadora tem a vantagem competitiva de já conhecer o perfil de muitos usuários potenciais do DTH, de forma a oferecer pacotes adequados a cada grupo econômico.

A Vivo perdeu 1,77 ponto percentual de participação de mercado nos últimos doze meses encerrados em abril (último dado disponível na Anatel), fechando o mês com 3,14% das quase 17 milhões de assinaturas no país. No período de abril de 2012 até abril deste ano, a operadora perdeu 152,3 mil assinaturas, enquanto o mercado total de TV paga registrou adição líquida total de pouco mais de 3 milhões no período. Os dados da Anatel não consideram acessos de IPTV, por esta tecnologia não ser considerada Serviço de Acesso Condicionado (SeAC).

Com o relançamento de seu serviço de satélite, a Vivo parece ter encerrado de vez a tentativa de parceria com a norte-americana Dish, que planeja a entrada no país. Corrobora com essa teoria o fato da Dish ter entrado com o pedido de outorga de Serviço de Acesso Condicionado na Anatel. Se atuasse por meio de parceria, a Dish não precisaria ter uma licença SeAC própria.

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