As operadoras de telecomunicações são cada vez mais acionadas pelas autoridades policiais para prestar informações às investigações criminais em andamento. Conforme informações dos diretores das operadoras presentes hoje à CPI dos Crimes Cibernéticos, desde 2013, quando foi aprovada a nova lei de Lavagem de Dinheiro, as empresas não atendem só as decisões judiciais, mas também as das autoridades policias.

No caso da quebra de sigilo telefônico, ela só pode ser autorizada pela justiça, mas os policiais podem pedir  as informações cadastrais dos usuários. E segundo os diretores, os pedidos são milhares. Conforme Enylson Camolei, diretor de Relações Institucionais da Telefônica Vivo, a operadora já entregou este ano 700 mil cadastros de clientes para policiais de todo o país.

A Oi é a segunda empresa com maior demanda. Segundo Marcos Mesquita, diretor de Relações Institucionais da operadora, a empresa forneceu à justiça 24 mil interceptações telefônicas e mais de 80 mil dados cadastrais à policial.

WhatsApp

Mas as operadoras esclareceram que elas não têm acesso ao que passa sobre suas redes, e por isso não podem quebrar o sigilo de sites da internet, como o WhatsApp ou qualquer outro.