Vivo é primeira operadora a vender aparelhos da Xiaomi


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Christian Gebara, CRO da Telefônica Vivo, ao centro, de branco, ao lado de Hugo Barra (de preto) e os Mi Fans, durante anúncio da parceria.

A Vivo é a primeira operadora do país a vender aparelhos da Xiaomi, fabricante chinesa que ganhou mercado no mundo pelo modelo de comercialização direta ao consumidor por meio de lojas online. A partir de hoje, 24, as lojas da operadora, não franqueadas, começam a receber os aparelhos. A empresa diz que até amanhã a oferta esteja disponível nas 315 lojas próprias de todo o Brasil.

A operadora vai vender apenas o aparelho Redmi 2, único modelo comercializado pela Xiaomi por aqui. O celular vai custar R$ 249 para usuários pós-pagos do plano SmartVivo 2 GB – ou em doze parcelas de R$ 21. “Preferimos que os clientes pré-pagos comprem o celular diretamente do site da Xiaomi”, diz Christian Gebara. O plano custa R$ 159 ao mês. O Redmi 2 é vendido na internet por R$ 499 à vista.

Com a parceria, a fabricante espera chamar a atenção de uma base de clientes que contratam 82,7 milhões de acessos móveis da Vivo, sendo 29,8 milhões pós-pagos, conforme dados de julho da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Ao comprar o celular pela operadora, o cliente firma contrato de fidelidade em que se compromete a ficar ao menos um ano no serviço.

A parceria também dá à Xiaomi pontos de experimentação, onde os brasileiros poderão conhecer melhor o produtos e decidir se vão comprar ali, pela operadora, ou em casa, pela internet. A estratégia de pontos de degustação já é implementada pela Quantum, concorrente da fabricante chinesa, pertencente ao grupo Positivo.

Ele prefere não comentar as expectativas de vendas a partir da parceria com a Vivo. “Se vamos vender mais aparelhos do que pela nossa loja online, vamos esperar para ver. Na China, onde temos parcerias semelhantes, 20% das vendas são pelas operadoras, e 80% pelo online”, conta.

Economia x preço
Hugo Barra, vice-presidente global da Xiaomi, disse no evento de lançamento da parceria, hoje, em São Paulo, que a empresa pretende manter o preço cobrado pelo Redmi 2 em sua loja virtual. Segundo ele, a decisão de buscar uma parceria com a operadora, que subsidiará o valor do smartphone, não tem correlação com a alta dólar. Quando o aparelho começou a ser vendido no país, em julho, a moeda norte-americana valia cerca de R$ 3,10. Hoje, vale R$ 4,17.

A empresa chinesa também prefere não comentar o impacto que a manutenção da MP 690, que prevê aumento das alíquotas de PIS/Cofins cobradas sobre o faturamento das fabricantes de smartphones e outros eletrônicos. “Estamos acompanhando de perto”, se limitou a dizer Leo Marrogi, responsável pela subsidiária brasileira da Xiaomi.

Barra garante, porém, o empenho da empresa em permanecer no Brasil, seu primeiro mercado no ocidente. “Estamos dobrando a equipe de atendimento no país. Agora são 30 pessoas para lidar com os Mi Fãs. Também estamos expandindo o Pick Mi, que agora funciona também na cidade do Rio de Janeiro”, disse, durante a apresentação. O Pick Mi é um serviço de assistência técnica com portador, que até este mês funcionava apenas na capital paulista.

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