Vivo defende compartilhamento de redes públicas e privadas


A Copa do Mundo e as Olimpíadas vão exigir investimentos em infraestrututura tecnológica, somente das empresas móveis, de R$ 10 bilhões por ano. “É um volume grande, muito maior do que as quatro grandes operadoras investem para a cobertura global”, disse hoje o presidente da Vivo, Roberto Lima, que defendeu a ampliação das experiências de …

A Copa do Mundo e as Olimpíadas vão exigir investimentos em infraestrututura tecnológica, somente das empresas móveis, de R$ 10 bilhões por ano. “É um volume grande, muito maior do que as quatro grandes operadoras investem para a cobertura global”, disse hoje o presidente da Vivo, Roberto Lima, que defendeu a ampliação das experiências de compartilhamento de redes de transmissão já existentes entre as operadoras privadas. Mais do que isso, acha que para atender a demanda desses dois eventos, a parceria deveria envolver não só as redes privadas mas também as redes públicas. “No Norte do país, por exemplo, há linhas de transmissão do setor público não utilizadas e que poderiam ser contratadas pelas operadoras privadas, que remunerariam a empresa pública pelo uso”, comentou, referindo-se a rede da Eletronorte.

Na prática, Vivo, Claro e Embratel já estão compartilhando uma rede de transmissão de 4,5 mil quilômetros no Sul (a rota liga o Sul a São Paulo). A Vivo também tem negociações em andamento com outras operadoras para uma rede de uso comum, também de 4,5 mil km, na região Norte/Nordeste e a meta, segundo ele, é ter um terceiro projeto, de mais 3 mil km para atender a região Sul/Sudeste. No total, os projetos da Vivo são de compartilhar 12 mil km em redes de fibra para a transmissão.

No modelo implementado com Claro e Embratel, cada operadora está construindo um trecho de 1,5 mil km e será responsável pela gestão; as demais empersas vão usar a rede de fibra óptica, que ficará pronta em janeiro de 2010, conjuntamente. “Acredito nesse modelo, tanto que a Vivo tem 55% de seus sites em regime de compartilhamento”, destacou Lima. Com essas experiências, que criam “um clima de confiança” e sistemas de repartição de custos, Lima acredita que será possível um acordo maior, entre as operadoras, para o compartilhamento da infraestrutura de rede para a LTE.

Espectro

O presidente da Vivo também defendeu mais espectro para as operadoras móveis, como a liberação de sobras de faixas de freqüência e da faixa de 2,5 GHz para as operadoras móveis utilizarem na oferta de serviços de 4G. “Com os eventos da Copa do Mundo e das Olimpíadas esse assunto tem que ser tratado com mais celeridade”, afirmou, acrescentando que a tendência é de crescimento de dados. No caso da Vivo, a operadora tem interesse em todas as faixas de freqüência, inclusive na banda H, que será licitada pela Anatel, destacou.

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