Vivo: crítica à concorrência e foco no alto valor.


Em apresentação a analistas do mercado, o presidente da Vivo, Roberto Lima, reclamou dos concorrentes para justificar o resultado financeiro da empresa, divulgado hoje, 4. “Esperávamos um mercado mais comportado nesse primeiro trimestre, mas as promoções de R$ 1 estão aí”, disse.  A empresa teve prejuízo de R$ 179 milhões até março, frente a um …

Em apresentação a analistas do mercado, o presidente da Vivo, Roberto Lima, reclamou dos concorrentes para justificar o resultado financeiro da empresa, divulgado hoje, 4. “Esperávamos um mercado mais comportado nesse primeiro trimestre, mas as promoções de R$ 1 estão aí”, disse.  A empresa teve prejuízo de R$ 179 milhões até março, frente a um lucro de R$ 42 milhões no mesmo período do ano passado. 
A margem EBITDA também decresceu, de 38% para 27% (primeiro trimestre de 2005 para primeiro de 2006). “Ainda é uma margem boa para o mercado brasileiro, tem gente com margem negativa”, ironizou. Os itens que afetaram as margens, segundo a empresa, foram: manutenção da base de clientes, captação, custos com impostos como o Fistel (a Vivo pagou R$ 405 milhões em 31 de março), além de manutenção da qualidade das redes.

Um dos indicadores em que a empresa mais deixou a desejar foi o de adições líquidas no pós-pago. Foram apenas 17 mil novos clientes no primeiro trimestre, contra 122 mil no ano passado. Lima justificou dizendo que a empresa está mais rigorosa na avaliação de crédito a fim de evitar perdas com inadimplência, o que, segundo ele, tem dado certo, representando ganhos para a companhia.

Investimentos

Os investimentos também diminuíram. A Vivo gastou R$ 281,3 milhões (10,8% da receita líquida). No mesmo período do ano passado, os investimentos chegaram a R$ 535,3 milhões. “Fizemos um bom investimento em rede no ano passado. Com as licenças de 1,9GHz (que a empresa pretende adquirir para ter cobertura nacional), o valor deve aumentar no final do ano”, destacou Lima. Nos próximos trimestres, os investimentos devem seguir a mesma tendência. 

Roberto Lima também anunciou que a empresa deve concluir a migração tecnológica de TDMA para CDMA ainda este ano.  “Nosso foco agora é o cliente de alto valor, a fidelização e retenção desse usuário”, concluiu.

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