Vivo cria núcleo de BI e Big Data


Departamento tem 120 pessoas, das quais 49 são cientistas de dados. Os dados colhidos e analisados serão usados em projetos das áreas de redes, comercial e marketing da operadora – em serviços de telefonia fixa, móvel, banda larga e TV paga.

shutterstock_Rafal Olechowski_internet_TI_tecnologia_tendencia_big_dataA Vivo está ampliando os investimentos em business intelligence e big data. A operadora anunciou hoje, 25, que contratou especialistas e criou um núcleo dedicado, batizado de Vivo Data Labs. O departamento tem 120 pessoas, das quais 49 são cientistas de dados. Os dados colhidos e analisados serão usados em projetos das áreas de redes, comercial e marketing da operadora – em telefonia fixa, móvel, banda larga e TV paga.

Ao longo de 2015, a empresa aumentou em 18 vezes a capacidade de processamento informações. Em 2016, multiplicará esta capacidade em 87 vezes. “Essas ferramentas nos permitem analisar o comportamento de clientes no uso de serviços de telecomunicações, assim como explorar toda malha de informações de redes fixa e móvel, e gerar ações comerciais ou operacionais para melhorar a experiência do assinante, sempre respeitando sua privacidade. As informações são analisadas de forma agregada e sua análise leva também a ações para o grupo, e não individualizadas”, garante a empresa, em nota.

As informações analisadas referem-se a alterações no volume do tráfego de internet e voz em determinada região, aumento na quantidade de ligações para o call center, informações sobre tipologia da rede e dados geográficos que indicam localidades com maior incidência de problemas, sejam furtos ou rompimento de cabos.

Um exemplo de uso do big data é o projeto para identificação e solução de problemas massivos na rede fixa (voz e dados). Já na prova de conceito, realizada no início do ano, o projeto reduziu em 70% o tempo de identificação e solução, com mais de 85% de precisão no diagnóstico, reduzindo custos com call center e equipes de campo.

Outro projeto, iniciado há cerca de seis meses, diz respeito à otimização e dimensionamento de rede móvel, também com o objetivo de melhorar a experiência do cliente com nossos serviços. A partir da análise da demanda qualificada e experiência de uso e qualidade no tráfego de voz e dados dos clientes nas estações rádio base, a Vivo estima a demanda futura e otimiza investimentos e recursos dedicados a aumento da capacidade de rede de forma direcionada, tornando os investimentos mais precisos e rentáveis.

Com a tecnologia de big data, a operadora vem usando, ainda, a técnica estatística Machine Learning de computação cognitiva, com a qual o computador aprende a analisar informações e a gerar insights. Esta tecnologia vem sendo aplicada em algumas frentes, como o Next Best Action (acompanhamento do ciclo de vida do cliente para se antecipar a suas necessidades) e Predição de Churn (tomada de medidas para evitar que o cliente venha a deixar a empresa).

A operadora já usa o big data a definir a oferta de planos móveis (pré, pós e controle). A empresa simplificou e ampliou os pacotes de dados nos planos móveis com o suporte dos dados de uso, que mostrou a demanda crescente por internet. A ferramenta também dá suporte para ações de marketing para promover a migração de clientes para o novo portfólio, sempre atrelada à adequação de seu perfil de uso. (Com assessoria de imprensa)

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