Vivo antecipa mudanças na TV paga e anuncia IPTV para o segundo semestre de 2012


 

A Vivo terá, no segundo semestre deste ano, uma nova plataforma para oferecer serviços de IPTV, anunciou hoje o CEO da operadora, Paulo César Teixeira, em conferência com os analistas, quando foram anunciados os resultados do primeiro trimestre. “Estamos em um processo de transformação deste negócio”, afirmou. Ele observou que a operadora está em fase de limpeza da faixa (em uma indicação de que deverá mesmo devolver, no leilão da 4G, a faixa do MMDS) e se preparando par uma nova plataforma.

 

Apesar do forte crescimento da operadora na telefonia celular e banda larga, a Vivo está “patinando” na oferta triple play, principalmente no segmento de TV paga. Se no período de um ano apresentou crescimento de 34,2% no mercado de TV por assinatura, com 683 mil clientes, conforme demonstra seu balanço do 1T12, neste trimestre não registou nenhuma adição líquida de clientes de TV paga em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Segundo Teixeira, a empresa pretende focar a oferta tripley play aos clientes de mais alta renda e aproveitar a sua rede de fibra óptica, que já chega em uma milhão de residências no estado de São Paulo. Hoje, assinalou, o grupo possui 80 mil clientes em FTTH.

Mercado corporativo


O executivo destacou ainda que a empresa, já integrada, irá se movimentar na abordagem convergente para os clientes corporativos. Exemplo desta estratégia é a oferta de serviço de nuvem para as grandes corporações e a convergência comercial com a integração direta e indireta dos canais de venda e pós-venda. O processo de integração gerou custos, no primeiro trimestre, de R$ 21,5 milhões e deverá gerar outros custos de R$ 130,2 milhões com as demissões anunciadas, depois de concluído o processo.   

 

Ao ser indagado por um analista sobre a relação da subsidiária brasileira com a matriz espanhola no que se refere a possíveis empréstimos, o diretor financeiro da instituição, Cristiane Sales, afirmou que não há qualquer previsão de realização de empréstimo por parte da operadora brasileira à sua matriz até porque a “legislação não permite”. Além disso, completou, “os empréstimos realizados no Brasil são suficientes para financiar os projetos brasileiros”.

 

Quanto à venda da torre-sede da Telefônica, proibida pela Anatel, os executivos informaram que o valor a ser vendido seria menor do que o valor de mercado. O executivo disse ainda que o impacto da queda da VU-M estabelecida pela Anatel foi, no trimestre no valor de R$ 22 milhões e a empresa mantém a previsão de queda de 2% do Ebitida no ano devido a esta decisão. Mas ele reconheceu que esta previsão não leva em consideração a elasticidade do preço.

 

 

 

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