Vivo acusa WhatsApp de pirataria


Para o presidente da empresa, Amos Genish, a empresa opera serviço de voz sem licença usando números de clientes de operadoras que pagam impostos no país. “Mesmo jogo, mesmas regras”, disse ele, que pede uma reação do regulador.

Amos Genish GVTEmbora ainda não possa medir o impacto do serviço gratuito de voz do WhatsApp sobre as receitas da Vivo, pois o lançamento ainda é recente, Amos Genish, presidente da operadora, disse que certamente ele será grande. “Não é admissível uma empresa prover serviço de voz sem licença do regulador, usando os números das demais operadoras e sem pagar impostos”, disse ele, lembrando que a entrada da WhatsApp no mercado de voz vai provocar um problema grave no mercado. “Como competir com uma empresa que não tem encargos fiscais, regulatórios e nem legais”, pergunta ele?

Ao levantar o problema, durante debate na ABTA2015, que se realiza em São Paulo, Amos disse que é necessário que o regulador olhe atentamente para o problema. “A do WhatsApp é muito diferente do Netflix, por exemplo. O Netflix tem na TV por assinatura o mesmo impacto de outros aplicativos de OTTs, mas o WhatsApp pode ter um impacto muito maior”, disse ele em coletiva à imprensa.

Para Genish, a concorrência do WhatsApp com as operadoras licenciadas é totalmente desleal e sem isonomia. Ele quer uma ação rápida das autoridades brasileiras, pois entende que, sem uma atitude mais positiva, outras empresas poderão se aventurar pelo mesmo caminho e arrebentar o mercado. Em sua opinião, o que o WhatsApp está fazendo é pirataria.

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