Vivendi perde o controle da Telecom Italia


two business man fighting with sword,business concept,illustration,vector, disputa, luta, conflito, espadas, força, entidadesNuma surpreendente virada, a Vivendi, à frente do comando da Telecom Italia, perdeu hoje,4, o comando da operadora italiana na reunião do Conselho de Administração, quando a maioria dos acionistas decidiu votar a favor de uma chapa alternativa de conselheiros independentes apresentada pelos fundos estadunidenses Elliott Associates, Elliott International e The Liverpool Limited. Assim, o Elliott fez dez conselheiros contra cinco indicados pela Vivendi, entre eles Amos Genish, atual CEO da Telecom Italia, e Arnaud Roy de Puyfontaine, CEO do grupo francês.

Elliott obteve 49,84% dos votos, vencendo por pouco a lista da Vivendi, que obteve 47,18% dos votos. As abstenções representaram 2,38%. Segundo comunicado da empresa, a assembleia de acionistas reuniu  67,15 % do capital ordinário da companhia.

Os novos conselheiros terão mandato de três anos, até 31 de dezembro de 2020, e sua remuneração anual total será de € 2,2 milhões.

O desempenho do Elliott, ao conquistar a confiança dos demais acionistas surpreende, por dois motivos. Ele tem apenas 9% das ações da companhia e é um recém chegado ao ninho. Entrou no capital da empresa neste ano e, ainda recém chegado, começou a contestar o comando da Vivendi, sua forma de gestão, o suposto desrespeito ao direito dos acionistas minoritários e defendeu a venda de ativos.

Em assembleia do mês passado, fez movimento para inclusão na pauta de substituição de seis conselheiros indicados pela Vivendi, que foi barrado na Justiça, já que a substituição do board estava na agenda da assembleia de hoje.

Com o movimento em favor dos minoritários e aproveitando-se do conflito instalado entre a Vivendi e o governo italiano, desde que o grupo francês assumiu o controle da Telecom Italia, o Elliott foi angariando apoio. E hoje colheu os resultados, com a fragorosa derrota do maior acionista da Telecom Italia – a Vivendi detém 25% do capital da empresa.

Maré de azar

Nos últimos tempos, o vento não sopra a favor da Vivendi. No dia 24 de abril, Vincent Bolloré, principal acionista do grupo de mídia, foi colocado sob custódia da política francesa como parte de uma investigação de suborno a autoridades da África. O que ele nega.

Agora, a derrota para o Elliott na Telecom Italia. A consequência imediata deve ser a troca da presidência do Conselho. Franco Bernabè, atual presidente com apoio da Vivendi, deve ser substituído por Fulvio Conti, ex-executivo-chefe do grupo estatal de energia Enel, que integrou a chapa de conselheiros do Elliott, especula o mercado.

A reunião para a nomeação do novo presidente do Conselho da operadora pode ocorrer já na próxima segunda-feira,7, em Roma, quando também seria definido o presidente-executivo. Fontes próximos ao Elliott informam que o executivo Amos Genish teria sido convidado a permanecer no cargo, mas que este teria condicionado sua permanência ao apoio de todos os novos conselheiros. (Com noticiário internacional)

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2 Comments

  1. Rogério Pires
    4 de Maio de 2018

    Por um descuido tolo e/ou excesso de confiança o grupo majoritário acabou perdendo o “mando de campo”. Agora resta saber os planos do grupo Ellioott para a TIM e consequentemente sua subsidiária brasileira. Mas uma coisa parece unanimidade, o executivo Amos Genish; verdade seja dita… é um baita executivo! Criou a GVT, única empresa “espelho” a ser inclusive invejada por todas até ser adquirida pela VIVO. Assumiu o comando da própria VIVO até vir parar no controle da TIM na Itália. Carreira meteórica e invejável… Parabéns. Como cliente da TIM espero que não “desmontem” a operadora. Finalmente parece que ela de fato está investindo em infraestrutura descente (Fibra Óptica) e primando por serviços e promoções de qualidade.

    • Leônidas Markenzie
      8 de Maio de 2018

      Essa infraestrutura só tá que desce, ein? hahaha