Vídeos e mídias sociais pressionarão redes corporativas em 2011


O crescente tráfego web pressiona de forma crescente as redes das empresas, que precisam adotar tecnologias de otimização e segurança para assegurar, internamente, o fluxo de informações, do qual depende hoje a produtividade dos funcionários, a eficiência da empresa e sua própria competitividade no mercado.
 
Em 2011, o tráfego proveniente da web nas redes corporativas – englobando texto, gráficos, áudio e vídeo – deverá aumentar significativamente. Nossa estimativa é que venha a responder, em âmbito global, por mais de 75% do tráfego nas redes das empresas, contra 50% em 2010.
 
E de onde virá o maior impacto da web sobre as redes das empresas, sobrecarregando links e gateways internet? Em primeiro lugar, dos vídeos. Os vídeos de alta definição, seja ao vivo ou sob demanda, cada vez mais se popularizam, incrementando o volume de tráfego. Além disso, também se multiplica, dia após dia, a transmissão de eventos de empresa via web, e cresce a tendência de que funcionários espontaneamente utilizem seus celulares e notebooks para enviar vídeos documentando reuniões ou a participação da empresa em feiras, congressos, etc.
 
As redes sociais estarão em segundo lugar no volume do tráfego web. Isso porque aumenta expressivamente o número das empresas que encaram essas redes como ferramenta de negócios. Por conseguinte, as mídias sociais deixam de ser barradas no universo corporativo – mesmo porque hoje contamos com meios bastante eficazes de separar o acesso a jogos, por exemplo, do acesso a aplicações úteis aos negócios. No entanto, vale lembrar que a inclusão das redes sociais na vida corporativa apresenta enormes desafios, relativos tanto à sua inserção produtiva no ambiente de trabalho como ao que diz respeito a mitigar o risco de crimes cibernéticos que podem se originar dessas mídias.
 
Finalmente, é preciso não esquecer que a computação em nuvem está transformando também a maneira pela qual se compartilham arquivos. O tradicional compartilhamento de arquivos baseados em servidores, através de protocolo CIFS, cede lugar rapidamente a sistemas baseados na nuvem, do tipo SharePoint – e isso também tem impacto sobre as redes corporativas.
 
Gostaria de observar que o Brasil não foge às tendências globais e que todos os fatores acima mencionados valem também para as empresas brasileiras e estrangeiras instaladas aqui. Os cuidados que se devem tomar em nosso país não são diferentes do que se consideram as melhores práticas do mercado internacional.  

José Marcos Oliveira é diretor geral da Blue Coat no Brasil

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