Videoconferência: expansão do mercado depende de aprovação da lei.


O mercado de fornecedores de vídeo sobre IP deve ganhar estímulo com adoção da videoconferência em tribunais de justiça do país. O Projeto de Lei (PL) 7.227/06, que estabelece a implantação de equipamentos para a realização de videoconferência nos interrogatórios e audiências judiciais com participação do juiz, do acusado preso e de seu advogado, aguarda …

O mercado de fornecedores de vídeo sobre IP deve ganhar estímulo com adoção da videoconferência em tribunais de justiça do país. O Projeto de Lei (PL) 7.227/06, que estabelece a implantação de equipamentos para a realização de videoconferência nos interrogatórios e audiências judiciais com participação do juiz, do acusado preso e de seu advogado, aguarda a aprovação final do Senado.

O Tribunal de Justiça de São Paulo já utiliza a videoconferência há dois anos, e realizou mais de 1,2 mil teleaudiências no período. Leonardo Freitas, diretor regional América Latina e Caribe da Tandberg, uma das empresas que participou da implantação desse projeto, estima entre US$ 20 milhões e US$ 25 milhões o mercado mundial de aplicação da videoconferência na justiça. Caso seja aprovado o PL, o mercado mundial seriam ampliado em US$ 5 milhões a US$ 10 milhões, volume esperado para mercado brasileiro. Valores semelhantes são previstos por Gadafi Alexandre, diretor da subsidiária brasileira da Aethra Americs, fabricante de equipamentos de viodeoconferência. Já Pierre Rodriguez, diretor de marketing da Polycom para América Latina e Caribe, outro fornecedor, tem estimativa mais modesta: fala em mercado de US$ 2 milhões.

Freitas, da Tandberg, acredita que, “até 2008, o projeto já estrá aprovado e regulamentado, como uma solução definitiva para o Judiciário.”O preço dos sitemas varia de de US$ 2,5 mil até US$ 50 mil, de acordo com a funcionalidade, tamanho da tela, quantidade de pontos de conexão, qualidade da imagem (tradicional ou de alta definição)”, explica. A aprovação também é dada como certa por Rodriguez, da Policom. "o caso do Fernandinho Beira Mar (cada deslocamento seu para prestar depoimento consome R$ 140 mil) despertou a atenção da mídia para o problema, pois o projeto não é novo.”

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