Vídeo sob demanda vai superar TV tradicional já em 2015


O vídeo sob demanda, transmitido por conexão IP, irá superar o consumo de conteúdo pela TV tradicional, no mundo, já em 2015. A afirmação é uma das tendências apontadas em relatório sobre o mercado consumidor digital para o próximo ano, editado pelo Consumer Lab, da Ericsson. De acordo com o levantamento, divulgado nesta quarta-feira, os usuários estão mudando para os serviços que permitem acesso ao conteúdo em vídeo em diversas plataformas. 

Outras nove tendências são apontadas pelo relatório como determinantes para o futuro da tecnologia no ano que vem. As casas devem se tornar mais inteligentes. Os consumidores mostram grande interesse em ter sensores domésticos que alertem para consumo de água, eletricidade, chegada e a saída de pessoas da família.

A transmissão de pensamento é outra tendência. Talvez não possível em 2015, mas prevista para ser comum em 2020. Muitos entrevistados afirmaram que usariam um dispositivo vestível para se comunicar com outras pessoas pelo pensamento.

No campo urbanístico, o Consumer Lab aponta para os cidadãos inteligentes. Esse consumidor será mais informado, em tempo real, pela internet, e tomará decisões de modo mais consciente. Os participantes da pesquisa esperam que mapas de volume de tráfego, aplicativos de comparação de uso de energia e verificadores de qualidade da água em tempo real serão comuns em 2020.

A economia deve ser mais compartilhada. Metade dos donos de smartphones estão abertos à ideia de alugar seus quartos vagos, seus aparelhos domésticos e seus equipamentos de lazer por ser conveniente e mais econômico. Além disso, 48% dos proprietários de smartphone preferem usar o celular para pagar por produtos e serviços, enquanto 80% acreditam que o celular vai substituir as bolsas em 2020.

A preocupação com privacidade deve ser crescente, embora as pessoas estejam dispostas a ceder em certos aspectos. Os entrevistados não veem sentido em tornar todas suas ações públicas para qualquer pessoa. 47% dos donos de smartphones gostariam de poder fazer pagamentos eletronicamente, mas sem a transferência automática de informações pessoais. 56% dos donos de smartphones gostaria que toda a comunicação via internet fosse criptografada.

Outra descoberta é a percepção de que a tecnologia vestível ou individual associada à saúde ajuda a aumentar a expectativa de vida. Donos de smartphones veem os serviços na nuvem de vários tipos como potencial para viver vidas mais longas e saudáveis. Aplicativos de corrida, medidores de pulso e pratos que pesam nossa comida ajudariam a prolongar nossas vidas em até dois anos.

Os consumidores também estão mais sensíveis à ideia de terem robôs domésticos que poderiam ajudar nas tarefas diárias. 64% também acredita que isso será comum em 2020. Atualmente, robôs capazes de aspirar cômodos, lavar o chão, limpar janelas e piscinas são uma realidade em mercados como o dos Estados Unidos.

Por fim, o estudo revela que os desenvolvedores devem seguir a intuição infantil. As crianças vão continuar a conduzir a demanda por uma internet mais acessível, onde o mundo físico é tão conectado quanto as telas dos seus dispositivos. 46% dos donos de smartphones dizem que crianças vão esperar que todos os objetos sejam conectados quando forem mais velhas.

Produzido há quatro anos, o estudo foca em usuários de smartphones de 15 a 69 anos de diversas cidades – São Paulo, Johanesburgo, Londres, Cidade do México, Nova York, Moscou, São Francisco, Xangai, Sydney e Tóquio – representando os pontos de vista de 85 milhões de usuários de internet, estatisticamente.

“É surpreendente como os smartphones têm se tornado cada vez mais parte da sociedade tradicional. Enquanto nós, os consumidores, experimentamos novos aplicativos e utilizamos aqueles que achamos que melhoram, enriquecem ou até mesmo prolongam nossas vidas, nem percebemos que nossas atitudes e comportamentos estão mudando também”, afirma Julia Casagrande especialista do ConsumerLab da Ericsson na América Latina. (Com assessoria de imprensa)

 

 

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