Viasat traz conexão de 25 Mbps para o produtor rural brasileiro


O agronegócio é considerado hoje uma das principais forças da economia do Brasil. Apesar do fraco desempenho da economia nacional previsto para este ano, a projeção de crescimento do PIB do agronegócio brasileiro é de 2% em relação a 2018, segundo estima a Confederação da Agricultura (CNA). E os investimentos em soluções de IoT (Internet das Coisas) na safra de 2019 será da ordem de R$ 100 milhões, conforme prevê a Abinc, associação das empresas de IoT no país.

A expectativa é de que as inovações tecnológicas na agricultura aumentem a eficiência da produção brasileira em cerca de 20%. Porém, a falta de conectividade torna-se um fator impeditivo para a expansão e modernização desse segmento. Conforme o Censo Agropecuário de 2017, do IBGE, o Brasil conta com 5 milhões de propriedades rurais e apenas um terço delas têm algum tipo de acesso à internet. Nesse cenário, o satélite é uma forte alternativa para a expansão do uso de TICs no campo.

“Para atuar com agricultura inteligente, produtores brasileiros precisam de conexões de internet velozes e confiáveis”, explica Kevin Cohen, diretor global de Wi-Fi Comunitário da Viasat. No ano passado, a Anatel registrou 161.467 acessos de banda larga via satélite, representando um aumento de 100,52% em relação a 2017.

Considerando esse cenário, a Viasat começa a oferecer no país soluções de banda larga de 25 Mbps de velocidade para o agronegócio por meio do satélite Telebras SGDC-1 (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações). Isso irá permitir que os agricultores tenham acesso a serviços residenciais ou corporativos.

“Por meio da parceria com a Telebras, podemos potencializar o satélite SGDC-1, o único no Brasil que oferece cobertura de banda Ka de alta capacidade em 100% do país, com a infraestrutura e a rede terrestre da Viasat para levar serviços de banda larga rápidos, confiáveis e de qualidade para qualquer canto do Brasil, ajudando os agricultores brasileiros a expandir o uso de soluções de IoT em seus negócios”, explica Cohen. A banda Ka ocupa 70% da capacidade do SGDC-1, que está em órbita desde maio de 2017 e tem vida útil de 18 anos.

Hoje, a Viasat tem quatro satélites em órbita sobre os Estados Unidos, além de satélites parceiros na Europa, na Austrália e no Brasil. Mais três satélites de alta capacidade estão em construção e atenderão as Américas, e as regiões Ásia-Pacífico e Europa/Oriente Médio/África. Cada satélite terá uma capacidade superior a 1 Tbps. Atualmente, a empresa conta com cerca de 600 mil assinantes residenciais nos Estados Unidos e, no mundo, presta serviços de banda larga para 11 companhias aéreas, conectando aproximadamente 1.200 aeronaves por dia e cinco milhões de pessoas por mês.

“Para atuar com agricultura inteligente, produtores brasileiros precisam de conexões de internet velozes e confiáveis”, afirma Kevin Cohen, diretor global de Wi-Fi Comunitário da Viasat.

Soluções de IoT
Nos Estados Unidos, a Viasat oferece serviços de alta velocidade em quase todo o país, permitindo que agricultores sem boas opções de conectividade terrestre permaneçam competitivos no agronegócio. Uma alternativa de destaque, a internet via satélite é compatível com dispositivos inteligentes de IoT como agricultura de precisão, gerenciamento de inventário, processamento de cartão de crédito, transferências de arquivos de alta velocidade, voz sobre IP e e-mail.

Para agricultores independentes com pequenas margens de lucro e altos custos, a tecnologia torna-se vital para aumentar a eficiência de sua colheita. “Estima-se que 80% dos agricultores dos Estados Unidos que usam algum tipo de tecnologia inteligente têm aumentado seus lucros em até 20%”, explica Cohen. No Brasil, o agronegócio, com a profissionalização no plantio das culturas e criação de rebanhos, poderá se apropriar ainda mais dos ganhos gerados pelas tecnologias inteligentes.

A contribuição da agricultura inteligente, no entanto, não se restringe apenas a potencializar a eficiência da produção agrícola por meio de máquinas com sensores conectados à rede. A expectativa é de que ela ofereça, globalmente, benefícios econômicos da ordem de US$ 11 trilhões até 2025, de acordo com estudos da McKinsey Global Institute.

Nos últimos anos, as novas tecnologias estão presentes em todas as fases do agronegócio. Soluções inovadoras como o uso de drones para monitoramento de infestações em culturas de grãos ou o monitoramento das cabeças de gado, a agricultura de precisão com geolocalização aplicada, e a implementação de sensores e de pequenos robôs na produção agrícola para obter dados e otimizar a produção têm sido algumas das aplicações de destaque nas fazendas brasileiras.

O Brasil conta hoje com 300 startups voltadas para o agronegócio, as agritechs, que investem cerca de R$ 100 milhões ao ano para oferecer diferentes tipos de serviço aos produtores. No entanto, a falta de conectividade nas fazendas e de integração dos dados gerados por diferentes dispositivos continuam a ser desafios que precisam ser superados. E é para mudar essa realidade que a Viasat finca suas raízes no meio rural brasileiro.

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