Venda menor de computadores derruba taxa anual de varejo do setor para -4,6%


(Crédito: ShutterstockGeorge Jmclittle)
(Crédito: Shutterstock George Jmclittle)

O volume de vendas no varejo de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, inclusive celulares teve o melhor desempenho em janeiro: 6% mais em relação a dezembro de 2013, que teve perdas superiores a 14%. Na comparação anual, o resultado é negativo em 4,6%, conforme dados da pesquisa do IBGE, divulgada nesta quinta-feira (13). A desaceleração nas taxas de desempenho da atividade é atribuída à mudança do patamar de preços de microcomputadores, o principal produto da atividade. Em termos de resultado acumulado, a taxa foi de 5,8% nos últimos 12 meses.

Em janeiro, na série com ajuste sazonal, o volume de vendas do comércio varejista do país como um todo cresceu 0,4% e a receita nominal, 0,9% em relação a dezembro. Na série de volume, o resultado volta a ser positivo, depois da interrupção no crescimento apresentada em dezembro (-0,2%). Já a receita nominal segue evoluindo positivamente desde junho de 2012. As médias móveis do volume e da receita cresceram 0,2% e 0,8%, respectivamente.

Nas comparações sem ajuste sazonal, o varejo nacional obteve, em termos de volume de vendas, acréscimos da ordem de 6,2% sobre janeiro do ano anterior e de 4,3% no acumulado dos últimos 12 meses. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 12,5% e de 11,9%, respectivamente.

Em relação a dezembro de 2013, na série com ajuste sazonal do comércio varejista ampliado, houve altas em oito das 10 atividades pesquisadas. Os resultados foram os seguintes: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6 %); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (4,2%); Veículos e motos, partes e peças (1,9%); Combustíveis e lubrificantes (1,4%); Móveis e eletrodomésticos (1,2%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%); Livros, jornais, revistas e papelaria (0,6%); Material de construção (0,2%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,1%); e Tecidos, vestuário e calçados (-0,3%).

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