Vem aí a reestruturação societária da BrT


 Depois que Citigroup e fundos de pensão, os atuais controladores da Brasil Telecom, conseguiram resolver os conflitos societários – que iniciaram logo após o primeiro ano de privatização e perduraram por quase 10 anos -, em último ato realizado no ano passado,quando foi finalmente formalizada a compra da participação da Telecom Itália, estão acelerados os …

 Depois que Citigroup e fundos de pensão, os atuais controladores da Brasil Telecom, conseguiram resolver os conflitos societários – que iniciaram logo após o primeiro ano de privatização e perduraram por quase 10 anos -, em último ato realizado no ano passado,quando foi finalmente formalizada a compra da participação da Telecom Itália, estão acelerados os passos para a reestruturação societária da empresa, confirmaram ao Tele.Síntese fontes das empresas.

Conforme matéria publicada hoje no jornal Valor Econômico, a reestruturação começaria pelo enxugamento da estrutura societária que existe acima da operadora (há uma miríada de empresas sobre a concessionária Brasil Telecom S.A, que é controlada pela holding Brasil Telecom Participações, que por sua vez é controlada pela Solpart Participações S.A, que é controlada pela Techold Participações S.A, que tem ainda como sócio controlador a Timepart Participações Ltda.). Após esse enxugamento, ainda conforme o jornal, haveria uma troca de ações preferenciais por ordinárias na BrT, e, por fim, a oferta secundária de ações acompanhada da pulverização do controle.

Esse movimento atingiria dois objetivos: permitir a saída do banco norte-americano, que, como investidor que é, quer realizar seus lucros, e fortaleceria os atuais sócios da empresa na negociação da fusão com a Telemar/Oi. Há uma corrente que afirma que a pulverização seria uma maneira de impedir, nesse processo de fusão, que a Telemar/Oi compre a Brasil Telecom, ação  mais provável, já que a BrT é a menor empresa.

Governo

Mas para que esse movimento de defesa via pulverização das ações da Brasil Telecom se efetive, há um entrave: o governo. O Palácio do Planalto já comunicou aos sócios que até aceita a fusão das duas empresas, desde que permaneça um investidor privado nacional. E, um dos sócios da Telemar/Oi, a Andrade Gutierrez, seria o candidato natural para isso, já que o banco Garantia (GP), banco que é, quer também deixar a operação. Resta saber se os fundos de pensão conseguiram convencer o seu controlador maior, a União, de que uma empresa sem dono conhecido é melhor para o país.

Mas,o que parece mesmo, é que todos os lados estão tentando melhor se posicionar para, no provável processo de fusão – cujas previsões dão como prazo final para a sua concretização o mês de julho deste ano – ganharem o que consideram o preço certo.    

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