Cidades médias como Marília, em São Paulo, Mossoró, no Ceará, e Ituiutaba, em Minas Gerais, que têm uma penetração da banda larga em torno de 30%, têm velocidades médias de 512 Kbps a 2 Mbps. “A maior parte dos acessos está concentrada nessa faixa, o que é uma velocidade baixa”, disse Maximiliano Martinhão, secretário das Telecomunicações, ao participar dos debates do 31º Encontro Tele.Síntese sobre banda larga, que se realiza em Brasília. Outra constatação importante que fez ao analisar os dados da Anatel: embora haja competição nas grandes cidades, a oferta de banda larga não é homogênea nas regiões metropolitanas.

Para ele, ainda há um longo caminho a ser percorrido para a massificação da banda larga, lembrando que preço e falta de cobertura foram os motivos apresentados por quem não tem banda larga, mas gostaria de ter o serviço, de acordo com pesquisa do Cetic, do Comitê Gestor da Internet. A isso ele acrescenta a necessidade de melhoria da qualidade do serviço, com a oferta de maiores velocidades.

Muitos Brasis

Para José Antonio Félix, presidente da Net Serviços, o problema da banda larga no país tem que ser olhado de vários ângulos. “É preciso fatiar e tratar cada fatia”, disse ele, lembrando que nos mercados onde a business case a iniciativa privada oferece o serviço em condições competitivas. “O que o governo tem que olhar e estabelecer políticas é para os mercados onde não há business case”, diz ele. Esse mercados, em sua avaliação, deveriam ser atendidos pela Telebras.