Valor adicionado cresce 31% na telefonia celular brasileira


As operadoras brasileiras aumentaram em 31% suas receitas com a venda de Serviços de Valor Adicionado (VAS, da sigla em inglês), comparados com os números do ano passado, revela a 8ª edição do MAVAM (Monitor Acision de VAS Móvel) publicado hoje (27).  Segundo o documento, os serviços representam 18% de vendas líquidas ou R$2,1 bilhões só no primeiro trimestre deste ano. Em relação aos outros países da América Latina, o Brasil engloba uma fatia de 26% do lucro em vendas de VAS na região. O relatório aponta, ainda, que a satisfação geral melhou, apesar de os serviços continuarem a ser considerados ruins; em contrapartida, o nível da qualidade esperado pelo usuário decaiu bastante.

Os números são significativos, mas, “comparado com o resto do mundo, ainda estamos muito longe”, comentou  o presidente para a América Latina da Acision, Rafael Steinhauser. O Japão, por exemplo, tem uma representação de 54% da receita de suas operadoras relativa a VAS. Em outros países, como a Inglaterra, este número já ultrapassa os 40%. Para Steinhauser, esse processo deve se dar na América Latina nos próximos dois ou três anos.

O envio de mensagens instantâneas continua no topo dos serviços VAS, com uma receita de R$878 milhões, média de 22 SMS enviados por mês por cada usuário, e um aumento de 20% em relação ao ano passado. Com estes números, o Brasil figura com 17% do mercado na América Latina. Nos dados da pesquisa sobre SMS, a operadora TIM não entrou na avaliação pois, como lembrou o gerente de VAS da empresa, Cláudio Martini, ela presta o serviço de infinity, no qual o cliente paga apenas um SMS por dia e pode se comunicar através deste tipo de mensagem por quantas vezes quiser. Esta estratégia da TIM acabou por revelar o limite de expansão deste tipo de mercado “nós esperávamos um aumento de 17 vezes na utilização de SMS. No entanto, desde o lançamento em fevereiro (deste ano), o envio e recebimento estagnou em não mais que 8 vezes o valor anterior”, explicou.

 

Houve também, segundo a pesquisa, um adaptação na utilização da internet por dispositívos móveis (que obteve maior aumento nas vendas de VAS, com 48% em relação ao ano anterior): no relatório de 2010, 39% dos usuários utilizavam a internet móvel para fins de trabalho. Hoje, este número encolheu para 24%, com 75% dos usuários utilizando para fins pessoais, com destaque para redes sociais, que dos 75%, representam 32% do tempo utilizado. Neste sentido, é interessante notar que pela primeira vez  a rede social Facebook tem mais acessos (65%) no Brasil do que ao Orkut (60%), rede social do Google.

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