Valor da tarifa de rede dificulta convergência fixo-móvel


Nos últimos dez anos, em mercados maduros como os da Europa ocidental a convergência da telefonia fixa com a móvel evoluiu lentamente, com uma taxa de penetração que hoje varia entre 30% e 45%, dependendo do país. De acordo com Pedro Mendonça, sócio da McKinsey & Co., uma das principais barreiras ao avanço da convergência é a tarifa de terminação de rede, a VU-M, que por ser alta inibia o movimento. Mas com a queda da VU-M – na França e Portugal já está fixada em um cent de euro o minuto -, ela deverá se acelerar.

Esses dados foram apresentados por Mendonça durante o 29º Encontro Tele.Síntese, que se realizou hoje em Brasília. Ele disse que a trajetória da convergência mostra que a primeira etapa foi provocada pelo uso de novas tecnologias ou por substituição de tecnologia; a segunda foi caracterizada pelas ofertas comerciais; e a terceira etapa, que ocorre agora nos mercados maduros é provocada pelo tipo de uso do serviço pelo cliente, que tende a usar diferentes plataformas.

Segundo a avaliação da McKinsey, apresentada por Rodrigo Diehl, também sócio da consultoria, o nível de convergência de serviços no Brasil está mais evoluído do que em países de igual grau de desenvolvimento. “E ela deve evoluir mais rapidamente”, informou ele, prevendo para o mercado de classes A e B, com perfil de consumo semelhante ao dos países maduros, um avanço um pouco mais lento. Mas no mercado de massa, em função da enorme base de telefone celular e baixa penetração da telefonia fixa, o avanço deve ser mais rápido.

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